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PPR

PPR

O que é? PPR significa Plano Poupança Reforma. No fundo, é um produto financeiro que tem como objetivo rentabilizar o teu dinheiro a longo prazo, normalmente utilizado para garantir um investimento para a tua reforma. É possível, contudo, contratar este tipo de produto com objetivo de o resgatar a médio prazo. Isto vai depender do teu objetivo e do produto que escolheres. Que tipos de PPR existem? Como vimos, um PPR é um produto de poupança e de investimento. Quando subscreves este tipo de produto estás a confiar a gestão do teu dinheiro a uma seguradora ou a uma sociedade gestora. Isto porque o PPR pode ser constituído sob a forma de seguro ou sob a forma de fundo de investimento. Para qualquer uma das formas podes optar por subscrever numa entrega única, ou numa entrega inicial com reforços periódicos. Seguros PPR: Esta é considerada a forma mais conservadora de investir num plano poupança reforma, pois não existe um grande risco associado. Então, quando optas por contratar um seguro destes, estás a entregar à seguradora um determinado montante de dinheiro que é investido seguindo algumas normas. No final do contrato, a companhia vai entregar-te a soma das entregas juntamente com o rendimento resultante do investimento realizado. Assim, o rendimento neste tipo de seguros costuma ser reduzido. Fundos PPR: Os fundos estão sob a alçada de sociedades gestoras de fundos de pensões. Ora, o capital é determinado em unidades de participação e têm um certo valor que aumenta ou diminui, conforme a rentabilidade. Por isso, esta forma de investimento é mais arriscada, uma vez que o capital investido não é garantido. Contudo, normalmente o rendimento é maior. No fundo, estás a entregar uma quantia de dinheiro a uma sociedade de gestora, que vai investi-lo em ações, obrigações e outros valores mobiliários. Ficas com uma unidade de participação e esse valor pode oscilar positiva ou negativamente. Vantagens Já vimos que o PPR é uma forma de investimento e de poupança. Então, podemos apontar como principal vantagem o estímulo de constituir poupança. Dependendo do tipo de produto que escolheres, tanto podes conseguir uma boa poupança como podes conseguir um retorno positivo de investimento. Para além disso, o Estado Português prevê alguns benefícios fiscais para quem constitui um plano poupança reforma vamos falar disso de forma detalhada mais à frente. Finalmente, se estamos a falar de investimento, podemos considerar que esta opção oferece um menor tempo despendido à procura de oportunidades de investimento. Afinal, basta subscrever um seguro ou fundo PPR. Desvantagens Agora, como qualquer outro produto financeiro, nem tudo são flores. Também há desvantagens na contratação de um PPR, e isso vai depender do tipo de produto que escolheres. Assim, se estivermos a falar de um seguro plano poupança reforma, a principal desvantagem é o baixo retorno em termos de investimento. Se falarmos nos fundos PPR, a desvantagem é o risco associado. Não tens garantias que vais ter retorno. Para além disso, por vezes as dificuldades de resgate antecipado também podem ser um contra. Benefícios fiscais Como falamos anteriormente, a contratação deste tipo de produtos oferece benefícios fiscais. Desde logo, podes deduzir 20% dos valores aplicados por ano em planos poupança reforma, na coleta do teu IRS, de acordo com limites pré-estabelecidos. Ademais, a tributação dos rendimentos obtidos através deste tipo de produtos é menor do que a tributação dos rendimentos obtidos através de outros produtos financeiros. São 8% face aos habituais 28%. Posso resgatar o PPR antecipadamente? Sim, é possível resgatar o PPR antecipadamente. Ou seja, ninguém pode ser obrigado a manter o plano até à idade da reforma. Contudo, podes ser penalizado ao fazê-lo. Isto vai depender do produto que contrataste. Desde logo, poderás ter de pagar uma comissão pelo reembolso antecipado à entidade que gere o teu PPR (seja seguro, seja fundo). Além disso, também poderás ter de devolver os montantes deduzidos no IRS, com uma penalização, dependendo de quando o faças. Contudo, existem determinadas situações em que podes resgatar o teu PPR, sem sofrer nenhuma penalização, nomeadamente: Se tiveres mais de 60 anos; Se te reformaste por velhice; Se tiveres uma incapacidade permanente para trabalhar; Se estiveres desempregado por longa duração ou se houver um elemento do teu agregado familiar nessa situação; Se fores diagnosticado com uma doença grave; Se quiseres resgatar o PPR para pagar prestações do crédito habitação, quando se destine a habitação própria e permanente. O nosso conselho Por fim, agora que já entendes como funciona um plano poupança reforma, podes escolher a melhor opção para ti. Se o teu objetivo é investir para teres rendimento a curto prazo, então o PPR não é uma boa opção para ti. Por outro lado, se gostavas de investir neste tipo de solução, mas não te sobra dinheiro ao final do mês para o fazer, está na hora de estudares a tua situação financeira. Assim revê os principais gastos e vê onde podes cortar. Além disso, se tiveres possibilidade, tenta aumentar a tua renda. Estás com demasiados créditos, e não consegues poupar nada? Tenta fazer um crédito consolidado e poupar algum dinheiro ao final do mês. Como intermediários de crédito vinculados pelo Banco de Portugal, podemos ajudar-te nessa questão. Segue-nos nas redes sociais para ficares a par de todas as notícias do setor financeiro. Finalmente, aproveitamos para te convidar a subscrever o nosso canal do Youtube, onde publicamos vídeos regularmente sobre este e outros assuntos.

Seguro automóvel

SEGURO AUTOMOVEL

Quando se fala em seguros, normalmente o primeiro que nos vem à mente é o seguro automóvel. Já sabes que este é um seguro obrigatório e nenhum veículo pode circular na via pública sem ter seguro (a menos que seja uma bicicleta). Mas será que conheces todas as coberturas deste tipo de seguro? Quais as regras e condições obrigatórias? Acompanha-nos neste artigo para te explicarmos tudo. Coberturas obrigatórias Para poderes circular com o teu veículo na via pública, há algumas coberturas que tens de contratar no seguro. São as garantias base: Responsabilidade civil: Esta cobertura é aquela que garante o pagamento das indemnizações devidas pelos danos causados a terceiros. Estão incluídos tanto os danos corporais como os danos materiais. O capital obrigatório é de 7.290.000€. Quando tens um acidente, e provocas danos no outro veículo, é esta cobertura que é acionada. Proteção de ocupantes: Esta cobertura é aquela que garante o pagamento das despesas médicas necessárias para o tratamento do condutor, em caso de acidente. A proteção dos restantes ocupantes, é facultativa. Assistência em viagem: Esta cobertura garante o pagamento do reboque do veículo, em caso de acidente ou avaria. O número de assistências por contrato depende do contrato que faças com a companhia. Proteção jurídica: Esta cobertura garante apoio jurídico especializado em caso de litígios. Coberturas facultativas Agora que já sabes quais são as coberturas que és obrigado a contratar para poderes circular com o teu automóvel, vamos falar-te das coberturas facultativas mais comuns. Estas, embora sejam opcionais, podem ser muito importantes em algumas situações. Responsabilidade civil facultativa: No fundo, esta cobertura é mais alargada em relação à obrigatória. Ou seja, podes optar por contratar um capital maior. Quebra de vidros: Esta é uma das coberturas que, apesar de ser facultativa, é muito importante subscreveres. Garante o pagamento da reparação dos vidros do carro, em caso de quebra. O capital varia consoante o que escolheres na seguradora. Choque, colisão e capotamento: Esta cobertura está incluída nos seguros de danos próprios, ou como se diz popularmente, seguro contra todos os riscos. No fundo, garante a reparação do veículo em caso de choque, colisão ou capotamento deste. Incêndio, raio ou explosão: Tal como a anterior, esta cobertura está incluída nos danos próprios, e garante o pagamento dos danos sofridos no veículo em caso de incêndio, queda de raios ou explosão. Fenómenos da natureza: Semelhante à anterior, esta cobertura garante o pagamento da reparação do teu carro em caso de danos sofridos por tempestades, inundações, fenómenos sísmicos ou aluimento de terras. Atos maliciosos: Tal como o próprio nome indica, esta cobertura garante o pagamento dos danos sofridos pelo veículo em virtude de atos de vandalismo, greves, tumultos ou alterações de ordem pública. Furto ou roubo: Esta é uma das coberturas mais importantes, principalmente se estivermos a falar de um veículo novo. Tal como o nome indica, garante o pagamento do capital contratado em caso de furto ou roubo do veículo. Capitais e franquias do seguro automóvel Já sabes quais são as coberturas mais comuns para o seguro automóvel. Deves ter reparado que muitas destas coberturas dependem do capital contratado. Quando falamos em capital, estamos a referir-nos ao montante máximo que a seguradora assegura, de cada cobertura. Por exemplo, no caso da responsabilidade civil obrigatória, o montante máximo que a seguradora vai assegurar em caso de acidente é de 7.290.000€. Da mesma forma, noutras coberturas, existem capitais máximos. Por exemplo, na cobertura facultativa de furto ou roubo, se contratares um capital de 20.000€ e o teu veículo for roubado, esse vai ser o montante máximo que a seguradora te vai pagar. Assim, este é um fator que deves ter em atenção quando contratas um seguro. Igualmente, deves ter em atenção as franquias de cada cobertura. A franquia é um valor que tens de pagar para acionar uma determinada cobertura. Por exemplo, no caso da cobertura de choque, colisão e capotamento, imagina que contratas uma franquia de 2%. Significa que que terás de ser tu a pagar 2% do valor necessário para a reparação. O restante é suportado pela seguradora. O ideal, é contratar um seguro sem qualquer franquia. Contudo, este tipo de seguros é mais caro do que o normal. Como é determinado o preço do seguro? Se tens o teu próprio carro, já deves ter reparado que o preço dos seguros varia muito. Desde logo, varia entre seguradoras. Isto porque cada companhia tem as suas próprias tarifas e aplica os preços consoante as mesmas. Por vezes, um seguro com as coberturas exatamente iguais, pode ter preço muito diferentes, consoante a seguradora que escolheres. Contudo, dentro da mesma companhia, os preços podem variar. Em primeiro lugar, o preço do teu seguro vai variar consoante as coberturas que escolheres. É claro que se optares por contratar apenas as coberturas obrigatórias, o teu seguro vai ser mais barato do que se optares por coberturas facultativas. Outro fator que influencia o preço do seguro, é o teu histórico enquanto cliente e enquanto condutor. Condutores com mais anos de experiência, normalmente conseguem preços mais reduzidos. A existência de sinistros também influencia. Quanto mais sinistros tiveres no teu histórico, mais caro vai ser o teu seguro. Um elemento que influencia o preço do seguro e muitas pessoas não sabem, é a zona de residência. Se na zona onde resides é muito comum existirem sinistros automóveis, então pode ser que o preço do teu seguro seja mais elevado. Isto porque a seguradora entende que nessa zona a probabilidade de teres um acidente é maior do que noutras zonas. Finalmente, um dos fatores mais importantes que determinam o preço do teu seguro, é o próprio veículo. É normal que o seguro seja mais caro para um veículo novo, acabado de sair de fábrica, do que seria para um veículo com 20 anos, por exemplo. É normal que assinem seja porque o custo de uma reparação, por exemplo, é bastante superior. Como sei se o meu carro tem seguro? E como posso cancelá-lo ou mudá-lo? Quando compras um carro, és