ON Crédito

O Abecedário do crédito: D, E, F.

D – DSTI DSTI é a sigla para “Debt service-to-income” Mas afinal, o que significa? Debt Service-to-Income (DSTI) é um indicador do grau de esforço financeiro em relação ao pagamento de uma dívida. O limite imposto ao DSTI faz parte de uma medida macroprudencial, definida sob a forma de recomendação pelo Banco de Portugal, no âmbito de novos contratos de crédito. No fundo, o DSTI é um dos critérios mais importantes na avaliação de solvabilidade dos clientes para a concessão de crédito. Funciona da seguinte forma: se tiveres DSTI abaixo de 50% poderás ver o teu crédito aprovado. Se, por outro lado, for superior a 50%, os bancos têm orientações para negar a possibilidade de novo crédito. É o que nós geralmente chamamos de taxa de esforço. E como se calcula o DSTI? No fundo, é uma percentagem que resulta da relação entre a soma de todas as prestações dos teus créditos e o teu rendimento líquido mensal. Assim, a fórmula para fazer este cálculo é a seguinte: DSTI = (Total de prestações mensais / Rendimento líquido mensal) x 100 Ora vejamos agora num exemplo prático. Imagina que o teu rendimento mensal líquido, já livre de impostos e contribuições é de 850€. E tens responsabilidades de crédito num total de 300€ mensais. Ora, (300/850) x 100 = 35%. Neste exemplo, a tua DSTI é de 35%, o que significa que ainda cumpres taxa de esforço para fazer mais crédito. Se fizeste este cálculo e chegaste à conclusão que podes avançar com o teu pedido de crédito, podes fazê-lo aqui. Por fim, caso queiras saber mais sobre este assunto, convidamos-te a ver este vídeo no nosso canal do Youtube.   E – Euribor Se nos acompanhas há algum tempo, já nos ouviste falar da Euribor. Temos um artigo dedicado a este tema. A Euribor é a taxa de juro de referência do mercado interbancário europeu. Por outras palavras, é a taxa utilizada entre os bancos nos empréstimos que fazem entre si. Mas existem 5 tipos de Euribor: a uma semana, a um mês, a três meses, a seis meses e a doze meses. No fundo, a Euribor interfere em vários produtos financeiros, dos quais destacamos o crédito habitação. Contudo, só é relevante nos créditos habitação contratados a taxa variável. Se é o teu caso, deves saber que sempre que chega o período de revisão, a tua prestação será revista tendo em conta a Euribor em vigor nessa data. Se quiseres saber mais este tema, podes ver este vídeo no nosso canal do Youtube. Tens crédito habitação a taxa variável e tens sentido os aumentos das prestações mensais? Se calhar está na hora de reveres as condições do teu crédito e procurar melhores soluções. Se for o caso, podemos ajudar-te. Deixa aqui o teu pedido, não fiques de braços cruzados! F – FINE FINE é a sigla para Ficha de Informação Normalizada Europeia. Resumindo, é um documento onde podes consultar todas as condições de um determinado produto bancário. Todas as instituições de crédito são obrigadas a fornecer este documento sempre que vendam qualquer tipo de produto bancário. Trata-se de um documento padronizado. Ou seja, independentemente da instituição bancária a facultá-lo, deve ter a mesma estrutura e conter as mesmas informações. Isto para que seja de fácil compreensão e para que possas comparar várias propostas, sem dificuldade. ‌Portanto, sempre que quiseres recorrer a crédito habitação, podes e deves pedir a FINE, para te salvaguardares de possíveis falhas de comunicação e poderes conhecer realmente o produto que te estão a oferecer. É de salientar que existem dois tipos de FINE: de simulação e de aprovação. Enquanto a FINE de simulação consagra as informações relativas unicamente a uma simulação, a FINE de aprovação consagra as informações sobre o crédito que foi realmente aprovado, e são essas que vão vigorar durante o contrato. Assim, quando pedires um crédito, certifica-te que te é entregue a FINE de aprovação, porque só essa é que realmente tem caráter vinculativo. Se queres saber mais sobre este tema, podes ver o vídeo que publicamos no nosso canal do Youtube. Por fim, estás a pensar recorrer a crédito ou tens alguma dúvida? Podes sempre contactar-nos através do Whastapp.

Se renegociar o meu Crédito fico marcado no Banco de Portugal?

Esta é uma daquelas perguntas que atormenta a cabeça da maioria dos portugueses que têm crédito habitação neste momento. E por esse motivo decidimos escrever sobre este assunto para que te possamos esclarecer algumas coisas importantes. Como já falamos num artigo anterior, o Estado veio apresentar algumas medidas de apoio para fazer face às constantes subidas da Euribor. Uma dessas medidas foi a obrigação por parte dos Bancos de renegociarem o crédito habitação dos clientes que apresentem uma taxa de esforço demasiado elevada. Para isso os Bancos estão obrigados a contactar os clientes a fim de recolher os elementos necessários para procederem à análise da sua taxa de esforço. Se quiseres saber mais sobres as medidas de apoio criadas, temos também um vídeo no nosso canal de Youtube onde falamos de cada uma delas ao pormenor. Como se processa esta renegociação A renegociação do crédito habitação será feira em PARI, que significa plano de ação para o risco de incumprimento. Este mecanismo tem como objetivo detetar antecipadamente eventuais riscos de incumprimento e já é utilizado há muito tempo. No entanto, até 31 de dezembro de 2023, está em vigor um conjunto de obrigações adicionais para as instituições implementarem o PARI. A dúvida que se levanta com esta situação é “Se aceitar a renegociação em PARI fico marcado no banco de Portugal?” ou “Se aceitar a renegociação em PARI fico impedido de ter novo crédito?” A resposta do Banco de Portugal Para colmatar estas dúvidas o Banco de Portugal fez um comunicado através do seu website próprio onde diz o seguinte: “Os contratos renegociados no âmbito do novo regime do Plano de ação para o risco de incumprimento (PARI), definido pelo Decreto-Lei nº 80-A/2022, de 25 de novembro, não têm qualquer marcação específica na Central de Responsabilidades de Crédito que permita aos bancos a sua identificação.” Depois ainda acrescenta que: “As renegociações de crédito são identificadas na Central de Responsabilidades de Crédito com uma das seguintes características: Renegociação por incumprimento – quando se verificou a renegociação de um contrato motivada pela falta de pagamento do crédito; Renegociação regular – quando ocorreu uma alteração das condições contratuais iniciais sem que exista uma situação de incumprimento por parte do devedor.” Por fim este comunicado diz: “Um contrato renegociado no âmbito do novo regime do PARI será caracterizado como “renegociação regular”, não se distinguindo de outros contratos de crédito renegociados por motivos não relacionados com dificuldades financeiras, por exemplo, melhorias contratuais devidas a um maior poder negocial do cliente.” Deste texto tiramos a conclusão que esta renegociação não terá nenhuma marcação específica no mapa do Banco de Portugal. O que ficará registado será uma renegociação regular. Consequências desta renegociação Suponhamos que o teu Banco te contacta para proceder à renegociação do teu crédito habitação em consequência destas medidas impostas pelo Governo. As condições são mais favoráveis e isso traduz-se num alívio da tua situação atual, por isso aceitas esta renegociação. No teu mapa de responsabilidades de crédito do Banco de Portugal irá constar esta renegociação regular. Imagina agora que daqui a algum tempo pretendes fazer um novo crédito. Diriges-te a um banco e lá é-te pedido o teu mapa de responsabilidades de crédito. Apresentas o documento e vão verificar que existe um registo de renegociação de crédito anterior. Ainda que esta renegociação não tenha acontecido por incumprimento, esta situação poderá representar um risco para o Banco que escolheste para fazer o novo crédito. De uma forma resumida, é certo que não ficas impedido de ter novo crédito, é certo que não ficas em incumprimento no Banco de Portugal, mas também é certo que aumenta o teu risco para créditos futuros. O nosso conselho Considerando o que vimos anteriormente, o nosso conselho é que deves ouvir a proposta de renegociação do teu banco, caso este ta apresente. Contudo, caso tenhas possibilidade também deverás procurar outras soluções no mercado. E é aqui que nós, como intermediários de crédito vinculados no Banco de Portugal, podemos ajudar-te. Podemos tentar transferir o teu crédito habitação ou tentar juntar todos os teus créditos num único. Se precisares de ajuda neste contexto, podes deixar aqui o teu pedido. Se precisares de ajuda adicional podes sempre contactar-nos aqui.

A Euribor volta a subir em janeiro

Tal como tem acontecido ao longo dos últimos meses, a EURIBOR voltou a subir em janeiro. Se tens crédito habitação é hora de analisares a tua situação e procurar novas soluções. Para saberes em que valores estão estas taxas nos vários períodos contratados e o impacto destas subidas acompanha-nos neste artigo. Atualização das taxas Para o mês de janeiro as taxas EURIBOR a serem utilizadas serão as médias do mês de dezembro. Os valores atingidos foram os seguintes: Taxa euribor contratada a 3 meses: 2.063%; Taxa euribor contratada a 6 meses: 2.560%; Taxa euribor contratada a 12 meses: 3.018%. Tendo-se verificado uma subida face ao mês anterior de 0.238%, 0.239% e 0.190% respetivamente. Impacto Estas constantes subidas da EURIBOR têm impacto para as famílias que contrataram ou pretendem contratar crédito habitação com taxa variável ou taxa mista.  Se contrataste crédito habitação com taxa fixa não precisas de te preocupar com estas subidas, uma vez que a tua prestação será sempre igual durante todo o prazo do crédito. Se tens crédito habitação em taxa mista, durante o período que estiveres em taxa fixa não precisas de te preocupar, mas quando terminar o período de taxa fixa, estarás também sujeito a estas variações. E a tua prestação irá variar conforme a taxa EURIBOR da altura da revisão. Mas para entenderes melhor quais as consequências destas subidas vamos dar-te 3 exemplos de crédito habitação. Um para cada período de taxa de revisão: 3, 6 e 12 meses. Para estes 3 exemplos vamos ter em consideração um crédito habitação: de 140.000€; com um SPREAD de 1%; e um prazo de 30 anos. Euribor a 3 meses Caso tenhas crédito habitação com taxa euribor contratada a 3 meses e início a janeiro, abril, julho ou outubro, quer dizer que este mês a tua prestação vai ser revista com a EURIBOR de 2,063%. Neste caso, se tens um crédito habitação: de 140.000€ em dívida; um prazo restante de 30 anos; e um spread de 1%. Quer dizer que a tua prestação vai passar a ser de 595,01€ em vez dos 518,24€ que pagaste durante os 3 meses anteriores. Verifica-se, portanto, um aumento de 76,77€. Euribor a 6 meses Se tens crédito habitação com taxa contratada a 6 meses e iniciaste o teu crédito em janeiro ou julho, quer dizer que este mês a tua prestação vai ser revista com a EURIBOR de 2,560%. Neste exemplo, se tens um crédito habitação: de 140 000€ em divida; um prazo restante de 30 anos; e um spread de 1%. Quer dizer que a tua prestação vai aumentar para 633,36€ em vez dos 528,88€, verificando-se um aumento de 104.48€. Euribor a 12 meses Por fim, se tens um crédito habitação com taxa contratada a 12 meses e início em janeiro, quer dizer que este mês a tua prestação será atualizada com a EURIBOR de 3,018%. Se tiveres um crédito habitação: com um capital em divida de 140.000€; um prazo restante de 30 anos; e um spread de 1%. Quer dizer que a tua prestação vai aumentar para 669,84€ mensais em vez dos 418,74€ do último ano. Neste exemplo verifica-se um aumento de 251,10€. O Nosso conselho Como vimos, os aumentos sentidos nas prestações mensais dos créditos habitação são bastante significativos. A aliar a este problema temos ainda de considerar a inflação que tem vindo a crescer no nosso país. É por isso muito importante ter atenção às condições dos créditos, analisando de forma pormenorizada cada situação e tentar encontrar formas de poupança. Existem neste momento medidas em vigor para ajudar a aliviar esta situação, falamos delas neste artigo. Outra opção a considerar poderá ser a transferência do teu crédito habitação. Se tiveres interesse podes deixar o teu pedido aqui. Para saberes mais sobre este assunto, convidamos-te a assistir este vídeo no nosso canal do YOUTUBE. LINK Se precisares de ajuda, podes contactar-nos aqui.

O que é a euribor

EURIBOR é a junção das palavras Euro Interbank Offered Rate e reporta-se às taxas de juro de referência do mercado interbancário europeu. No fundo estamos a falar de taxas que se baseiam nos juros praticados por um conjunto de bancos europeus nos empréstimos que contratam entre si. Esta taxa sempre existiu? Não, a EURIBOR nem sempre existiu. Esta taxa existe desde 1 de janeiro de 1999, a mesma data em que a moeda Euro foi introduzida. Mas anteriormente já existiam taxas de referência. Estamos a falar da chamada AIBOR. Para além desta taxa também já existiam taxas de juro locais em alguns países, como o caso da FIBOR na Alemanha e a PIBOR na França. Como é determinada? A EURIBOR é calculada diariamente e varia em função de um determinado prazo que pode ser: 1 semana, 1 mês, 3 meses, 6 meses ou 12 meses. O valor é definido pela Federação Europeia de Bancos, tendo como base a média das taxas de juro praticadas por 52 bancos europeus, excluindo 15% das taxas mais altas e 15% das mais baixas. Em suma, estas taxas são então aquelas que estes bancos utilizam nos créditos interbancários e variam consoante o nível de oferta e procura e consoante as circunstâncias económicas do momento: crescimento económico e nível de inflação. No que influencia? Neste sentido, a Euribor é uma taxa base para vários produtos financeiros disponíveis no mercado. Nomeadamente créditos pessoais, depósitos bancários, crédito habitação, contas poupança ou certificados de tesouro. Então, isto significa que o preço praticado neste tipo de negócios será variável conforme o valor da EURIBOR no momento da contratação. A EURIBOR e o crédito habitação Se já tem crédito habitação ou se pensa em contratar, com certeza já deve ter ouvido falar da EURIBOR. Isto porque as taxas cobradas nestes créditos são a soma da EURIBOR com o SPREAD. O SPREAD é a taxa que cada banco determina para o crédito habitação e geralmente mantém-se igual durante todo o período do contrato. No fundo, é a margem de lucro do banco. Há três tipos de taxas que podem ser contratadas para o crédito habitação: –Taxa fixa: É determinada no momento da contratação do crédito consoante a EURIBOR em vigor nesse momento e permanecerá igual durante o período integral do contrato; –Taxa variável: Tal como o nome indica, varia no decorrer do contrato. Pode ser contratada por diferentes prazos, mas os mais usuais são 3, 6 ou 12 meses. Se contratar a 6 meses, por exemplo, significa que a cada 6 meses a taxa será revista e atualizada em função da EURIBOR em vigor nesse momento.; –Taxa mista: é a junção das duas anteriores. Num primeiro período do contrato será contratada taxa fixa e depois será introduzida taxa variável. Por exemplo, num crédito habitação contratado a 30 anos em que nos primeiros 10 anos vigorará a taxa fixa e depois passará a taxa variável. Se quiser saber mais sobre taxas de juro pode ver este vídeo no nosso canal de Youtube. Por estes motivos, é claro que os créditos que sofrerão maior impacto com as variações da Euribor serão  aqueles que tiverem sido contratados a taxa variável. As constantes subidas No atual cenário vivido na Europa, como resultado da crise económica que se faz sentir em devido ao desfecho da pandemia e da atual guerra vivida, a EURIBOR tem vindo a subir de forma contínua. Estas subidas contínuas e recorrentes impactam diretamente a vida das famílias que tem crédito habitação que tem visto as prestações mensais subirem constantemente. Infelizmente não há forma de prever quanto tempo esta situação durará ou a que nível chegarão estas taxas. Tudo dependerá da evolução das circunstâncias vividas na Europa. Para saber mais sobre este assunto pode assistir ao nosso vídeo no Youtube. O nosso conselho Como intermediários de crédito estamos disponíveis para o ajudar a analisar a sua situação financeira. Se já tem crédito habitação, poderemos analisar o seu contrato e tentar encontrar formas de melhorar a sua posição, seja renegociando o crédito ou fazendo uma transferência. Se está a pensar contratar crédito habitação, podemos ajudá-lo a encontrar a melhor proposta uma vez que como intermediários de crédito conseguimos negociar com diversas instituições bancárias e propor os melhores produtos. Relembramos que o nosso serviço é totalmente gratuito. Caso precise de ajuda pode contactar-nos aqui.