Cartão de crédito VS Crédito pessoal

Sabes qual a diferença entre um cartão de crédito e um crédito pessoal? Qual é o mais indicado para cada situação, e quais as vantagens e desvantagens de cada um? Se quiseres saber mais sobre este assunto, acompanha-nos neste artigo, onde vamos tentar elucidar-te sobre estes produtos financeiros. O que é um cartão de crédito? O cartão de crédito é um produto bancário, classificado pelo Banco de Portugal como um contrato de crédito ao consumidor. Com o cartão, podes efetuar pagamentos de bens e serviços e, por vezes, levantar dinheiro a crédito – é o que se chama adiantamento de numerário a crédito. Então, podemos dizer que o cartão de crédito é um meio de pagamento. O que é um crédito pessoal? O crédito pessoal é, da mesma forma, um contrato de crédito ao consumidor. Contudo, a sua finalidade é financiar a aquisição de bens de consumo, como por exemplo automóveis, móveis, projetos de educação ou saúde, ou mesmo viagens. No fundo, no crédito pessoal, a instituição financeira empresta-te uma quantia de dinheiro para um determinado fim. Com este contrato de crédito, ficas responsável pela restituição do montante do empréstimo, acrescido dos juros estipulados. Qual o mais indicado? Cartão de crédito ou crédito pessoal? Para saberes qual o produto mais vantajoso para a tua situação, precisas esclarecer qual é a finalidade do dinheiro. Se o que pretendes é um financiamento de baixo valor para fazer face a uma despesa pontual, então o mais indicado talvez seja o cartão de crédito. Vou dar-te um exemplo para que possas entender melhor. Imagina que o teu automóvel avariou de repente, e precisas de 500€ para o reparar. Neste momento, não tens essa liquidez disponível e precisas mesmo de reparar o carro para poderes deslocar-te. Como se trata de uma despesa pontual, ou seja, não prevês que precises de reparar o carro novamente num curto período de tempo, e é um valor relativamente baixo, podes usar um cartão de crédito para pagar essa despesa. Mais à frente vamos explicar-te como funcionam os pagamentos através do cartão. Agora, se o que pretendes é financiar um projeto ou uma compra com um valor significativo, provavelmente o mais indicado será pedires um crédito pessoal. Vamos pegar no mesmo exemplo do automóvel. Imagina que levas o carro à oficina, e o mecânico diz-te que o custo da reparação do mesmo é demasiado elevado, e que não te compensa repará-lo. Como precisas muito do automóvel para te deslocares, vais ter de comprar um novo. Mas, mais uma vez, não tens capital para essa compra neste momento. Então, a opção mais correta será pedires um crédito pessoal para financiares este novo carro. Vejamos então como funciona cada um. Como funcionam os pagamentos com cartão de crédito? Agora que já sabes o que é um cartão de crédito e quando podes utilizá-lo, vamos explicar-te como o podes fazer. Desde logo, importa referir que cada cartão de crédito tem um plafond. O plafond é o saldo, ou limite do cartão, e é estipulado pela respetiva financeira. Imagina que tens um cartão de crédito com plafond de 1.000€, significa que só podes utilizar 1.000€ para compras ou pagamentos. Assim que pagares os 1.000€, “recebes” o plafond de volta para utilizar. Ou seja, tudo o que gastares do plafond, terás de devolver. Normalmente, se pagares o valor utilizado na totalidade, no mês seguinte ao da utilização, não pagas juros. Contudo, isso vai variar de financeira para financeira. Quando optas por pagar o saldo utilizado em prestações, normalmente estás sujeito ao pagamento de juros. A taxa de juro também varia entre instituições. Por exemplo, imagina que utilizaste 500€ do cartão para pagares a reparação do teu veículo. Mas não consegues liquidar esse valor na totalidade no próximo mês e por isso optas por dividir o pagamento em 10 vezes. Embora o valor a restituir em cada mês seja de 50€ (500/10), vais pagar juros sobres esse valor, por isso vais pagar mais do que 50€. Essa diferença, é o lucro da financeira. Como funciona o crédito pessoal? Se estás a considerar pedir um crédito pessoal, é importante entenderes como funciona este produto. Em primeiro lugar, é importante referir que existem limites de crédito estipulados pelo Banco de Portugal. Segundo esta instituição, o crédito pessoal pode variar entre 200€ e 75.000€. No entanto, normalmente as financeiras só permitem pedir crédito pessoal a partir de 2.500€, e a maioria delas não vai até aos 75.000€, ficando-se pelos 50.000€, ou até 30.000€. Ou seja, cada instituição financeira tem as próprias regras de aprovação. Em relação ao prazo, o Banco de Portugal determina que o máximo são 84 meses, ou seja, 7 anos. Quando se trate de crédito automóvel, este prazo poderá ser estendido até aos 120 meses, ou seja, 10 anos. Regra geral, a prestação do crédito pessoal é fixa, o montante a pagar mensalmente em contrapartida do teu financiamento, será sempre o mesmo durante todo o período do contrato. Então, imagina que fazer um pedido de crédito pessoal no valor de 5.000€, a pagar em 84 meses. O valor a pagar será o mesmo durante os 84 meses. Com estes pagamentos estarás a amortizar o capital em dívida e a pagar juros à financeira. No final do contrato, não pagaste apenas os 5.000€ à financeira, pagaste mais devido aos juros. O valor, mais uma vez, dependerá da financeira. Cuidados a ter Por fim, vamos falar-te dos cuidados que dever ter com este tipo de produtos bancários. Se nos segues nas redes sociais, já sabes que a saúde financeira é um tema muito importante e que devemos tomar decisões inteligentes para vivermos da melhor forma possível. Infelizmente, cada vez é mais difícil fazer face às despesas normais do dia-a-dia, e torna-se necessário recorrer a crédito, quer seja cartão de crédito, quer seja crédito pessoal. Quando assim é, precisamos fazer as escolhas mais acertadas. Como intermediários de crédito vinculados pelo Banco de Portugal, podemos ajudar-te nessa escolha, podes deixar o teu pedido no nosso site, de forma totalmente
Taxa de juro: fixa, variável ou mista?

Se tens algum crédito ou estás a pensar em contratar, provavelmente já ouviste falar nas taxas de juro, que podem ser variáveis, mistas ou fixas. No entanto, para que tu possas entender a diferença entre elas, precisas primeiro entender este conceito de taxa de juro. O que são juros? No fundo, o juro é o preço do dinheiro. Imagina que contratas um crédito pessoal, o que tu vais pagar à instituição financeira em contrapartida do empréstimo, é o juro. Logo, é o preço do empréstimo. Da mesma forma, os bancos pagam-te juros em contrapartida de depósitos. Por exemplo, se constituis uma conta poupança, no final de um determinado prazo, o banco vai pagar-te juros sobre o dinheiro que tu depositaste. Ou seja, de certa forma, estás a emprestar dinheiro ao banco. O juro pode ser distinguido de várias formas, conforme o seu tipo. Desde logo, existem taxas de juro nominais e reais, taxas de juro simples e compostas, taxas fixas ou variáveis, etc. Neste artigo, vamos focar-nos nos juros dos créditos. Os juros dos créditos Como vimos anteriormente, os juros são o preço do dinheiro que o teu banco te empresta. É o lucro desta instituição financeira. Mas será que todos os créditos e produtos tem o mesmo preço? Não, as taxas de juros variam conforme o tipo de crédito que tu contratas. Ou seja, os juros que vais pagar por um crédito pessoal não são os mesmos que vais pagar por um crédito habitação, por exemplo. Geralmente, os juros que te são cobrados pelos créditos ao consumo (créditos pessoais, cartões de crédito, linhas de crédito, etc.) são mais elevados do que os juros cobrados pelos teus créditos hipotecários. Há duas taxas que tu provavelmente já ouviste falar: a TAN e a TAEG. Vejamos do que se trata: TAN significa taxa anual nominal. Esta taxa determina o montante da prestação que vais pagar pelo teu crédito. Ou seja, é a taxa a que serão cobrados os juros do teu empréstimo. TAEG significa taxa anual de encargos efetiva global. Esta taxa mede o custo total do teu crédito para ti, enquanto consumidor. Para o cálculo da TAEG são considerados todos os custos associados ao teu crédito, como impostos e seguros por exemplo. No fundo, é uma medida de custo. Taxa fixa, variável ou mista Quando falamos em taxa fixa ou variável estamos a referir-nos à TAN. Normalmente, nos créditos ao consumo, como é o caso do crédito pessoal, a TAN é fixa. Nos créditos hipotecários é mais comum ouvirmos falar em taxa variável ou mista. A taxa fixa, tal como o próprio nome indica, mantém-se a mesma durante todo o período do crédito. Por exemplo, se contratares um crédito habitação com prazo de 30 anos, com uma taxa fixa de 4%, sabes que durante os 30 anos, a tua TAN será sempre de 4%. Já a taxa variável, varia conforme a Euribor e é atualizada num determinado período de tempo. Podes contratar taxa variável a 3, 6 ou 12 meses. A TAN, neste caso é a soma da Euribor com o Spread. Assim sendo, imagina que contrataste um crédito habitação com TAN variável a 6 meses. No momento em que o banco te concedeu o financiamento, a tua TAN foi calculada com base na Euribor que estava em vigor nesse dia. Passados 6 meses, a prestação será revista consoante a Euribor atual, e isso poderá refletir-se tanto num aumento como numa redução do valor da tua prestação mensal. Por fim, temos a taxa mista. Tal como o nome indica, esta taxa é um conjunto de taxa variável e taxa fixa. Existe um período inicial em que a TAN é fixa, e passado esse período passa a variável. O mais comum neste momento é de taxa mista entre 2 a 4 anos. A Euribor é a taxa de juro de referência do mercado monetário do euro e é determinada pelo Banco Central Europeu. Falamos mais sobre este tema neste artigo. Já o Spread é a componente da taxa que é determinada pelo banco e que, no fundo, se reflete no lucro do banco. Também podes saber mais sobre este tema aqui. Qual é a taxa de juro mais vantajosa? Esta é uma das questões que mais ouvimos diariamente, enquanto intermediários de crédito. No entanto, não há uma resposta certa para esta questão. A resposta é: depende. Depende daquilo que tu mais valorizas. Se pretendes mais estabilidade, e dás prioridade à segurança, então a taxa fixa poderá ser uma opção para ti. Com uma TAN fixa, sabes que a tua prestação mensal será exatamente a mesma durante todo o período do crédito. E isso é importante para conseguires ter uma estabilidade maior. Agora, se o que tu valorizas é poupança, então talvez devas ponderar uma taxa de juro variável. Isto porque a taxa variável é mais baixa do que a fixa, logo, consegues poupar algum dinheiro. Contudo, sabes que a cada 3, 6 ou 12 meses a tua prestação vai ser revista, e isso pode resultar num aumento, conforme a Euribor que estiver em vigor nessa altura. Há sempre um risco inerente. Finalmente, tens a opção da taxa mista. Esta opção tem sido bastante eleita pelos consumidores neste momento. Isto porque acaba por trazer a estabilidade da taxa fixa durante um período de tempo, normalmente entre 2 a 4 anos, e passado esse período é atualizada em conformidade com a Euribor. Neste momento existem boas opções no mercado para esta opção. Se tens crédito habitação a decorrer, talvez seja boa ideia analisares a tua situação atual porque podem existir melhores condições no mercado. Nós podemos ajudar-te com esta análise, de forma totalmente gratuita. Se tiveres interesse, podes deixar o teu pedido aqui. Nos últimos meses temos visto a Euribor subir desenfreadamente, tendo resultado num disparo absurdo das prestações dos créditos que foram contratados a taxa variável. É esperado que a Euribor reduza com o passar do tempo, por isso a opção de taxa mista pode ser uma boa opção. Falamos mais sobre