ON Crédito

Garantia Pública no Crédito Habitação

GARANTIA P

Se, ultimamente, tens visto as notícias, provavelmente já ouviste falar nesta nova medida de apoio do governo. Destina-se a fazer face à crise da habitação que se vive em Portugal. Embora ainda não haja decreto-lei aprovado enunciando todos os detalhes destas medidas, já se fala no que vai mudar. Neste artigo, vamos falar-te um pouco da medida da garantia pública no empréstimo bancário para aquisição de habitação. Para quem será? À partida, poderão beneficiar desta medida, todos os jovens desde os 18 até aos 35 anos de idade. Se estás dentro desta idade, mas já tens casa em teu nome, então infelizmente não poderás tirar partido deste benefício. Apenas poderão ser abrangidos aqueles que vão comprar o seu primeiro imóvel. Em relação à casa escolhida, o que se prevê é que o valor do imóvel não poderá exceder os 450.000€. Já em respeito a rendimentos do agregado familiar, o que o governo estipulou é que só poderão beneficiar desta medida, os jovens que não ultrapassem o 8º escalão do IRS. O que é essa garantia? Agora que já sabemos quem poderá beneficiar desta medida, vamos explicar-te do que se trata ao certo. Se nos segues regularmente, provavelmente já nos ouviste dizer que os bancos só financiam, no máximo 90% do valor de aquisição do imóvel. Bem, era assim até agora. Com esta nova medida, vai ser possível financiar 100% do valor do imóvel. O governo vai conceder uma garantia pública para cobrir até 15% do preço da casa, de forma a que possas financiar a entrada. Ou seja, se te enquadras no perfil que definimos acima, vais conseguir comprar a tua tão sonhada casa, mesmo não tendo os capitais próprios para a entrada. Ora, estamos a falar de uma alteração muito importante e que vai trazer um impacto muito grande para as jovens famílias. Para que percebas melhor, neste momento, para comprares uma casa de 150.000€, tens de ter pelo menos 15.000€ guardados, para a entrada. Porque o banco só financia 135.000€. Com este novo benefício, não precisas de ter nada guardado, o banco vai financiar os 150.000€ na totalidade. Outros benefícios Finalmente, para além da garantia pública que já falamos, o governo prevê ainda a isenção de impostos na compra da primeira casa. Estamos a falar do IMT e do imposto de selo. Com esta isenção, para além de não precisares de ter os 10% de entrada, também não precisas de te preocupar com as despesas destes impostos. Voltemos a pegar no exemplo acima. Para comprares uma casa de 150.000€, neste momento terás uma despesa de 2.479,30€, sendo que 1.200€ dizem respeito a imposto de selo, e o restante ao IMT. Se esta medida entrar em vigor, não terás despesa nenhuma com estes impostos. Também está prevista a isenção dos custos de registo predial da nova casa, mas não há ainda muita informação disponível a esse respeito. Falamos um pouco mais deste tema, neste vídeo no nosso canal de Youtube. Então, de certeza que já conseguiste perceber o impacto que estas medidas poderão ter nas jovens famílias. Assim que o diploma entrar em vigor, serão muitos os jovens a recorrer ao financiamento a 100% para, dessa forma, conseguirem finalmente comprar a sua primeira casa. Se já tens crédito habitação, então esta medida não é para ti. Contudo, podemos ajudar-te a negociar as tuas atuais condições, e poupar algum dinheiro. Se tiveres interesse, podes deixar o teu pedido aqui. Não te esqueças de nos seguires nas redes sociais, para ficares a par de todas as novidades.

Seguro Multirriscos

SEGURO MULTIRRISCOS

Se tens casa ou estás a pensar comprar, provavelmente já ouviste falar no seguro multirriscos. Este é o seguro da casa. Mas será que sabes tudo sobre este produto? Vamos tentar explicar-te melhor neste artigo. Fica connosco. O que é? Então, o seguro multirriscos é o seguro da tua casa. É aquele que tu vais acionar se acontecer alguma coisa em casa, como um incêndio por exemplo. Designa-se multirriscos porque reúne um conjunto de coberturas muito diverso que pode proteger não só a habitação como também a família. Há várias coberturas que podes contratar, vamos falar delas adiante. O seguro multirriscos abrange o imóvel, ou seja, a construção em si. Podes ou não adicionar uma cobertura para o recheio. Isso dependerá da seguradora e do produto que escolheres, mas regra geral não está incluído. Quando falamos em recheio estamos a referir-nos a tudo o que está dentro da casa, como móveis, eletrodomésticos, equipamentos de informática, automóveis ou outros objetos de valor. Imagina que tens um multirriscos contratado, mas sem a opção do recheio. Se houver uma inundação que danifique os teus móveis, o seguro não vai cobrir esse estrago. Apenas está garantida a reparação do edifício. Se tens este seguro contratado e não sabes se tens cobertura para recheio ou apenas para o edifício, o melhor é dares uma vista de olhos à tua apólice. Coberturas comuns Desde logo, as coberturas deste seguro variam consoante o tipo de produto que escolheres e consoante a seguradora onde contratares. Vamos então falar-te das coberturas mais comuns. Incêndio, queda de raio e explosão; Tempestades e inundações; Aluimento de terras; Danos por água; Danos por calor; Riscos elétricos; Quebra de vidros; Fenómenos sísmicos; Responsabilidade civil familiar; Furto ou roubo Para além destas coberturas, há muitas outras que podes optar por contratar e que poderão ser úteis no teu caso. Tal como falamos, vai depender do produto e da companhia que escolheres. Se tens dúvidas sobre as coberturas que deves contratar, podes contactar-nos através dos contactos disponíveis neste site ou através das nossas redes sociais. Como mediadores de seguros, podemos ajudar-te. Como se determina o preço? Agora que já sabes do que se trata este tipo de seguro e quais as principais coberturas, vamos explicar-te como é que as seguradoras determinam o preço. Em primeiro lugar, o aspeto mais importante a considerar será o produto que escolheres. É claro que, quanto mais coberturas quiseres contratar, maior será o preço do seguro. Dentro deste aspeto, vale frisar que o preço varia consoante a franquia de cada cobertura. Falamos mais sobre franquias neste artigo. Depois, outro fator que influencia o preço do teu seguro, é o próprio imóvel. O montante a pagar à seguradora será diferente consoante o tipo de imóvel. Ou seja, se é uma moradia, ou um apartamento, se é isolado ou não, no caso do apartamento, se é no rés do chão ou no último piso, entre outros fatores. Isto acontece porque os riscos associados são diferentes em cada tipo de imóvel. O capital que contratas também determina o prémio do seguro. Quando contratas este tipo de produto tens de determinar qual é o capital que queres assegurar. Imagina, se contratas o multirriscos da tua casa com capital de 100.000€, o prémio será calculado com base neste valor. Significa que se acontecer alguma coisa à tua casa, como um incêndio por exemplo, a seguradora vai indemnizar-te no máximo 100.000€, mesmo que o valor da casa seja superior. Por fim, outro fator que influencia o prémio do multirriscos é o teu histórico enquanto cliente. Se já tens outros produtos contratados na companhia, podes ver uma alteração no prémio conforme o teu histórico de cliente. Obrigatoriedade Então, sou obrigado a contratar um seguro multirriscos para a minha casa? A resposta é depende. Regra geral, não há obrigatoriedade de contratar este tipo de produto, embora seja muito vantajoso e uma segurança que deves pensar em ter. Contudo, caso tenhas contratado crédito habitação, então o banco vai obrigar-te a ter o seguro multirriscos. É uma garantia para a instituição bancária que tem interesse em proteger a tua casa. Normalmente, os bancos exigem sempre a contratação da cobertura de fenómenos sísmicos. Apesar do banco obrigar a contratar este seguro, não tens de o fazer com a instituição bancária. Podes contratar em qualquer seguradora da tua preferência. Se tens o seguro no banco, talvez devas rever o teu processo, porque podes estar a perder muito dinheiro. Como intermediários de crédito vinculados ao Banco de Portugal, podemos ajudar-te nessa revisão, basta deixares o teu pedido aqui.

PPR

PPR

O que é? PPR significa Plano Poupança Reforma. No fundo, é um produto financeiro que tem como objetivo rentabilizar o teu dinheiro a longo prazo, normalmente utilizado para garantir um investimento para a tua reforma. É possível, contudo, contratar este tipo de produto com objetivo de o resgatar a médio prazo. Isto vai depender do teu objetivo e do produto que escolheres. Que tipos de PPR existem? Como vimos, um PPR é um produto de poupança e de investimento. Quando subscreves este tipo de produto estás a confiar a gestão do teu dinheiro a uma seguradora ou a uma sociedade gestora. Isto porque o PPR pode ser constituído sob a forma de seguro ou sob a forma de fundo de investimento. Para qualquer uma das formas podes optar por subscrever numa entrega única, ou numa entrega inicial com reforços periódicos. Seguros PPR: Esta é considerada a forma mais conservadora de investir num plano poupança reforma, pois não existe um grande risco associado. Então, quando optas por contratar um seguro destes, estás a entregar à seguradora um determinado montante de dinheiro que é investido seguindo algumas normas. No final do contrato, a companhia vai entregar-te a soma das entregas juntamente com o rendimento resultante do investimento realizado. Assim, o rendimento neste tipo de seguros costuma ser reduzido. Fundos PPR: Os fundos estão sob a alçada de sociedades gestoras de fundos de pensões. Ora, o capital é determinado em unidades de participação e têm um certo valor que aumenta ou diminui, conforme a rentabilidade. Por isso, esta forma de investimento é mais arriscada, uma vez que o capital investido não é garantido. Contudo, normalmente o rendimento é maior. No fundo, estás a entregar uma quantia de dinheiro a uma sociedade de gestora, que vai investi-lo em ações, obrigações e outros valores mobiliários. Ficas com uma unidade de participação e esse valor pode oscilar positiva ou negativamente. Vantagens Já vimos que o PPR é uma forma de investimento e de poupança. Então, podemos apontar como principal vantagem o estímulo de constituir poupança. Dependendo do tipo de produto que escolheres, tanto podes conseguir uma boa poupança como podes conseguir um retorno positivo de investimento. Para além disso, o Estado Português prevê alguns benefícios fiscais para quem constitui um plano poupança reforma vamos falar disso de forma detalhada mais à frente. Finalmente, se estamos a falar de investimento, podemos considerar que esta opção oferece um menor tempo despendido à procura de oportunidades de investimento. Afinal, basta subscrever um seguro ou fundo PPR. Desvantagens Agora, como qualquer outro produto financeiro, nem tudo são flores. Também há desvantagens na contratação de um PPR, e isso vai depender do tipo de produto que escolheres. Assim, se estivermos a falar de um seguro plano poupança reforma, a principal desvantagem é o baixo retorno em termos de investimento. Se falarmos nos fundos PPR, a desvantagem é o risco associado. Não tens garantias que vais ter retorno. Para além disso, por vezes as dificuldades de resgate antecipado também podem ser um contra. Benefícios fiscais Como falamos anteriormente, a contratação deste tipo de produtos oferece benefícios fiscais. Desde logo, podes deduzir 20% dos valores aplicados por ano em planos poupança reforma, na coleta do teu IRS, de acordo com limites pré-estabelecidos. Ademais, a tributação dos rendimentos obtidos através deste tipo de produtos é menor do que a tributação dos rendimentos obtidos através de outros produtos financeiros. São 8% face aos habituais 28%. Posso resgatar o PPR antecipadamente? Sim, é possível resgatar o PPR antecipadamente. Ou seja, ninguém pode ser obrigado a manter o plano até à idade da reforma. Contudo, podes ser penalizado ao fazê-lo. Isto vai depender do produto que contrataste. Desde logo, poderás ter de pagar uma comissão pelo reembolso antecipado à entidade que gere o teu PPR (seja seguro, seja fundo). Além disso, também poderás ter de devolver os montantes deduzidos no IRS, com uma penalização, dependendo de quando o faças. Contudo, existem determinadas situações em que podes resgatar o teu PPR, sem sofrer nenhuma penalização, nomeadamente: Se tiveres mais de 60 anos; Se te reformaste por velhice; Se tiveres uma incapacidade permanente para trabalhar; Se estiveres desempregado por longa duração ou se houver um elemento do teu agregado familiar nessa situação; Se fores diagnosticado com uma doença grave; Se quiseres resgatar o PPR para pagar prestações do crédito habitação, quando se destine a habitação própria e permanente. O nosso conselho Por fim, agora que já entendes como funciona um plano poupança reforma, podes escolher a melhor opção para ti. Se o teu objetivo é investir para teres rendimento a curto prazo, então o PPR não é uma boa opção para ti. Por outro lado, se gostavas de investir neste tipo de solução, mas não te sobra dinheiro ao final do mês para o fazer, está na hora de estudares a tua situação financeira. Assim revê os principais gastos e vê onde podes cortar. Além disso, se tiveres possibilidade, tenta aumentar a tua renda. Estás com demasiados créditos, e não consegues poupar nada? Tenta fazer um crédito consolidado e poupar algum dinheiro ao final do mês. Como intermediários de crédito vinculados pelo Banco de Portugal, podemos ajudar-te nessa questão. Segue-nos nas redes sociais para ficares a par de todas as notícias do setor financeiro. Finalmente, aproveitamos para te convidar a subscrever o nosso canal do Youtube, onde publicamos vídeos regularmente sobre este e outros assuntos.

Seguro automóvel

SEGURO AUTOMOVEL

Quando se fala em seguros, normalmente o primeiro que nos vem à mente é o seguro automóvel. Já sabes que este é um seguro obrigatório e nenhum veículo pode circular na via pública sem ter seguro (a menos que seja uma bicicleta). Mas será que conheces todas as coberturas deste tipo de seguro? Quais as regras e condições obrigatórias? Acompanha-nos neste artigo para te explicarmos tudo. Coberturas obrigatórias Para poderes circular com o teu veículo na via pública, há algumas coberturas que tens de contratar no seguro. São as garantias base: Responsabilidade civil: Esta cobertura é aquela que garante o pagamento das indemnizações devidas pelos danos causados a terceiros. Estão incluídos tanto os danos corporais como os danos materiais. O capital obrigatório é de 7.290.000€. Quando tens um acidente, e provocas danos no outro veículo, é esta cobertura que é acionada. Proteção de ocupantes: Esta cobertura é aquela que garante o pagamento das despesas médicas necessárias para o tratamento do condutor, em caso de acidente. A proteção dos restantes ocupantes, é facultativa. Assistência em viagem: Esta cobertura garante o pagamento do reboque do veículo, em caso de acidente ou avaria. O número de assistências por contrato depende do contrato que faças com a companhia. Proteção jurídica: Esta cobertura garante apoio jurídico especializado em caso de litígios. Coberturas facultativas Agora que já sabes quais são as coberturas que és obrigado a contratar para poderes circular com o teu automóvel, vamos falar-te das coberturas facultativas mais comuns. Estas, embora sejam opcionais, podem ser muito importantes em algumas situações. Responsabilidade civil facultativa: No fundo, esta cobertura é mais alargada em relação à obrigatória. Ou seja, podes optar por contratar um capital maior. Quebra de vidros: Esta é uma das coberturas que, apesar de ser facultativa, é muito importante subscreveres. Garante o pagamento da reparação dos vidros do carro, em caso de quebra. O capital varia consoante o que escolheres na seguradora. Choque, colisão e capotamento: Esta cobertura está incluída nos seguros de danos próprios, ou como se diz popularmente, seguro contra todos os riscos. No fundo, garante a reparação do veículo em caso de choque, colisão ou capotamento deste. Incêndio, raio ou explosão: Tal como a anterior, esta cobertura está incluída nos danos próprios, e garante o pagamento dos danos sofridos no veículo em caso de incêndio, queda de raios ou explosão. Fenómenos da natureza: Semelhante à anterior, esta cobertura garante o pagamento da reparação do teu carro em caso de danos sofridos por tempestades, inundações, fenómenos sísmicos ou aluimento de terras. Atos maliciosos: Tal como o próprio nome indica, esta cobertura garante o pagamento dos danos sofridos pelo veículo em virtude de atos de vandalismo, greves, tumultos ou alterações de ordem pública. Furto ou roubo: Esta é uma das coberturas mais importantes, principalmente se estivermos a falar de um veículo novo. Tal como o nome indica, garante o pagamento do capital contratado em caso de furto ou roubo do veículo. Capitais e franquias do seguro automóvel Já sabes quais são as coberturas mais comuns para o seguro automóvel. Deves ter reparado que muitas destas coberturas dependem do capital contratado. Quando falamos em capital, estamos a referir-nos ao montante máximo que a seguradora assegura, de cada cobertura. Por exemplo, no caso da responsabilidade civil obrigatória, o montante máximo que a seguradora vai assegurar em caso de acidente é de 7.290.000€. Da mesma forma, noutras coberturas, existem capitais máximos. Por exemplo, na cobertura facultativa de furto ou roubo, se contratares um capital de 20.000€ e o teu veículo for roubado, esse vai ser o montante máximo que a seguradora te vai pagar. Assim, este é um fator que deves ter em atenção quando contratas um seguro. Igualmente, deves ter em atenção as franquias de cada cobertura. A franquia é um valor que tens de pagar para acionar uma determinada cobertura. Por exemplo, no caso da cobertura de choque, colisão e capotamento, imagina que contratas uma franquia de 2%. Significa que que terás de ser tu a pagar 2% do valor necessário para a reparação. O restante é suportado pela seguradora. O ideal, é contratar um seguro sem qualquer franquia. Contudo, este tipo de seguros é mais caro do que o normal. Como é determinado o preço do seguro? Se tens o teu próprio carro, já deves ter reparado que o preço dos seguros varia muito. Desde logo, varia entre seguradoras. Isto porque cada companhia tem as suas próprias tarifas e aplica os preços consoante as mesmas. Por vezes, um seguro com as coberturas exatamente iguais, pode ter preço muito diferentes, consoante a seguradora que escolheres. Contudo, dentro da mesma companhia, os preços podem variar. Em primeiro lugar, o preço do teu seguro vai variar consoante as coberturas que escolheres. É claro que se optares por contratar apenas as coberturas obrigatórias, o teu seguro vai ser mais barato do que se optares por coberturas facultativas. Outro fator que influencia o preço do seguro, é o teu histórico enquanto cliente e enquanto condutor. Condutores com mais anos de experiência, normalmente conseguem preços mais reduzidos. A existência de sinistros também influencia. Quanto mais sinistros tiveres no teu histórico, mais caro vai ser o teu seguro. Um elemento que influencia o preço do seguro e muitas pessoas não sabem, é a zona de residência. Se na zona onde resides é muito comum existirem sinistros automóveis, então pode ser que o preço do teu seguro seja mais elevado. Isto porque a seguradora entende que nessa zona a probabilidade de teres um acidente é maior do que noutras zonas. Finalmente, um dos fatores mais importantes que determinam o preço do teu seguro, é o próprio veículo. É normal que o seguro seja mais caro para um veículo novo, acabado de sair de fábrica, do que seria para um veículo com 20 anos, por exemplo. É normal que assinem seja porque o custo de uma reparação, por exemplo, é bastante superior. Como sei se o meu carro tem seguro? E como posso cancelá-lo ou mudá-lo? Quando compras um carro, és

Certificado Energético

CERTIFICADO ENERGÉTICO

Se estás a pensar comprar ou vender casa, ou mesmo construir, provavelmente já ouviste falar no certificado energético. Mas sabes quando é obrigatório apresenta-lo? O que é e como obter? Então, acompanha-nos neste artigo para descobrires. O que é o certificado energético? No fundo, é um documento que relata a eficiência energética de um imóvel. Ora, esta eficiência é determinada consoante as condições do imóvel e pode variar entre “A+” e “F”, sendo que “A+” é a melhor classificação e “F” a pior. Assim sendo, uma habitação com pouca eficiência energética é uma habitação pouco ecológica e pouco rentável, sendo por consequência, menos valorizada. O certificado energético é feito por peritos qualificados para o efeito. Estes profissionais avaliam o desempenho da habitação após visita e análise da mesma. Ou seja, no relatório é determinada a classe energética (entre “A+” e “F”) e são descritas as características do imóvel, como isolamento, ventilação, climatização e águas quentes sanitárias. Além disso, também são incluídas no relatório sugestões de melhoria da classificação. Estas sugestões tem o intuito de reduzir o consumo de energia e aumentar o conforto da casa, de forma a valorizar o imóvel. Quando é obrigatório apresentar o certificado energético? Desde dezembro de 2013 passou a ser obrigatório apresentar o certificado energético sempre que se venda ou arrende um determinado imóvel. Assim, qualquer edifício, quer seja novo ou antigo, que seja colocado à venda ou para arrendamento, necessita deste documento. Assim sendo, sem ele, nenhuma transação pode ser efetuada. Então, imagina que compraste a tua casa em 2010, quando não era obrigatório certificado energético. Se atualmente pretenderes vender a casa, este é um documento que vais ter de obter para o poderes fazer. Importa referir que o certificado tem prazo de validade. Normalmente, o prazo de validade é de 10 anos. Deste modo, se estás a pensar comprar casa, o vendedor deverá assegurar este documento. Podes ver neste artigo quais são os restantes documentos necessários para o processo de aquisição da tua casa. Como obter o certificado? Como vimos, este certificado é feito por peritos qualificados para o efeito. Ademais, podes consultar no site da SCE a lista de profissionais habilitados. Posto isto, deverás escolher o profissional, reunir a documentação necessária e agendar a visita. Portanto, os documentos que terás de apresentar para pedir o relatório são: -Caderneta predial do imóvel; -Plantas da casa; -Ficha técnica da habitação; -Certidão permanente do registo predial. Depois da visita, o perito vai redigir o relatório e depois entregar-te. Este processo tem custos, nomeadamente os honorários do perito e o valor do registo do certificado no Portal SCE. Contudo, vale referir que as despesas deste processo podem ser dedutíveis em sede de IRS. Porque é que este certificado é importante? Como mencionado, o certificado é obrigatório para vender o arrendar imóveis. Desta forma, é um documento importante para poderes comprar ou vender a tua casa. Assim, se estás a pensar recorrer a crédito habitação para aquisição de habitação, este será um requisito do banco. Para além disso, o certificado é um documento útil para identificar medidas de melhoria do conforto da tua casa e de redução dos custos de energia. Depois, no que diz respeito a crédito, vale frisar que determinados bancos oferecem um spread mais reduzido quando o imóvel tem classe energética A ou A+. Por fim, podes ter direito a usufruir de benefícios fiscais em sede de IMI ou IMT, ou redução de taxas para a reabilitação. Queres saber mais sobre este e outros assuntos? Segue-nos nas redes sociais e subscreve o nosso canal de Youtube, para não perderes nada.

Seguro de acidentes pessoais

ACIDENTES PESSOAIS

Já sabes que há determinados seguros que somos obrigados a contratar. Como é o caso do seguro de vida associado ao teu crédito habitação, o seguro do teu automóvel ou o seguro de acidentes de trabalho, por exemplo. Mas, sabias que há uma grande oferta de outro tipo de seguros que são muito úteis em determinadas áreas da tua vida? Estamos a falar-te do seguro de acidentes pessoais. Neste artigo vamos explicar-te o que é, quais as principais coberturas e quais as vantagens de o contratares. O que é o seguro de acidentes pessoais? Então, tal como o próprio nome indica, este tipo de seguro serve para proteger-te em determinadas situações de acidentes pessoais. Podemos dar-te vários exemplos de situações que são cobertas por este tipo de seguros. Nomeadamente, uma queda na rua, da qual resulta uma lesão corporal, um acidente durante uma viagem, ou até mesmo durante a prática de um desporto. No fundo, este seguro serve para proteger-te durante 24 horas por dia, em qualquer lugar, de acidentes que ocorram inesperadamente, de forma alheia à tua vontade e que deles resulta invalidez permanente, lesão corporal ou morte. Pode parecer-te similar ao seguro de vida. Mas este seguro distingue-se do seguro de vida na medida em que este último tanto pode ser acionado em casos de morte ou invalidez, resultantes de doença ou acidente. Enquanto o seguro de acidentes pessoais só pode ser utilizado em casos de acidente. Quais as principais coberturas? Já sabes que, como em qualquer outro seguro, as coberturas dependem do contrato que tu fazes com a seguradora. Nem todas as seguradoras oferecem as mesmas coberturas. Vamos falar-te então das coberturas mais comuns neste tipo de seguros: Invalidez Permanente: se em resultado de um acidente pessoal, ficas com uma incapacidade total ou parcial, o seguro é acionado e é-te paga a compensação financeira devida. De realçar que esta compensação financeira depende do capital que contrataste; Invalidez Temporária Absoluta: imagina que depois de um acidente pessoal, ficas com algum problema de saúde temporário, que te impede de exercer a tua atividade profissional. O seguro é acionado e é-te paga uma compensação durante esse período; Morte: se em resultado do acidente pessoal resulta a morte da pessoa segura, o seguro é acionado e o capital contratado é entregue ao beneficiário definido ou aos herdeiros legais da pessoa segura; Despesas de tratamento e repatriamento: vamos supor que tens um acidente pessoal no estrangeiro. Esta cobertura garante o tratamento hospitalar nesse país e também o teu retorno a casa. Vantagens de contratar um seguro de acidentes pessoais Como vimos, contratares um seguro de acidentes pessoais pode ser uma mais valia, pois é indicado para qualquer pessoa que pretenda beneficiar de proteção face a qualquer tipo de acidente. Podes acioná-lo tanto na tua vida pessoal quanto na tua vida profissional, podendo inclusive ser acionado ao mesmo tempo que o teu seguro de acidentes de trabalho. Por isso, o facto de poderes acioná-lo em qualquer parte do mundo, a qualquer hora, é uma mais valia. Imagina que vais de férias para outro país, e durante um passeio cais e fraturas uma perna. Se tens um seguro de acidentes pessoais, tens garantido o pagamento das despesas médicas nesse país e até o retorno a casa, se for necessário. Se não tens qualquer tipo de seguro, podes ter um problema em mãos, pois em determinados países, as despesas médicas para estrangeiros são exorbitantes. Além disso, importa salientar que este tipo de seguro não cobre só as despesas decorrentes do acidente, mas também as possíveis perdas de rendimento que daí advenham. Assim, se tens essa possibilidade, este é um seguro que deves considerar contratar. Se tiveres interesse, podemos ajudar-te com essa questão. Podes contactar-nos através das nossas redes sociais. Por fim, aproveitamos para convidar-te a subscrever o nosso canal de Youtube onde publicamos regularmente vídeos informativos sobre estes e outros assuntos.

Crédito para construção

CONSTRUÇÃO

Sonhas em construir a tua própria casa? Sabemos que, tal como a aquisição de habitação, a construção da casa pode ser um dos maiores investimentos da tua vida. Por essa razão, é importante que estejas informado sobre todo o processo de crédito, para que possas tomar as decisões mais acertadas. O que é o crédito para construção? O crédito para construção, engloba-se no regime dos créditos habitação e pode destinar-se a construção de habitação própria permanente, secundária ou para arrendamento. Ou seja, no fundo, é um crédito habitação cuja finalidade é, ao invés da habitual aquisição do imóvel, a construção do mesmo. Regra geral, está sujeito às mesmas regras dos créditos para aquisição de habitação e por isso os prazos são os mesmos. Relativamente às taxas de juro, cada banco estipula as suas próprias regras. Tal como acontece no crédito habitação tradicional, não há possibilidade de financiamento a 100%. O montante máximo que o banco vai financiar será sempre de 90%, podendo variar consoante a instituição bancária que escolheres. Posso recorrer a crédito para construção, mesmo sem ter um terreno? A resposta é sim. Atualmente é possível contratar crédito para aquisição de terreno e construção. Contudo, a regra é a mesma, o banco só vai financiar 90% do valor do terreno e 90% do valor da construção. Por exemplo, imagina que pretendes comprar um terreno pelo preço de 50.000€, e o orçamento para construção da moradia é de 200.000€. Ora, o banco vai financiar no máximo 45.000€ para aquisição do terreno e 180.000€ para a construção. O restante valor, terás de ser tu a inteirar com capitais próprios. Ainda assim, é uma boa opção se o teu sonho é construir casa e não tens terreno. Como é o processo? Embora o crédito para construção seja semelhante ao tradicional crédito habitação, o processo é ligeiramente diferente. Desde logo, tens de escolher o teu terreno e este terreno tem de ter viabilidade para construção. Podes aferir a viabilidade para construção na Câmara Municipal da zona em que se encontra o terreno. Se já tens terreno, deves certificar-te que o mesmo tem viabilidade. Depois, tens de apresentar um orçamento detalhado para a construção. É sobre este orçamento que o banco te vai conceder o financiamento. Para além disso, deves fornecer toda a documentação necessária para análise do pedido por parte do banco. O crédito foi aprovado? Parabéns, podes dar seguimento ao processo. Estando aprovado, vais escriturar o crédito e a aquisição do terreno, se for o caso. Importa referir que esta escritura tem custos, e terás também de fazer face aos custos dos impostos associados. Depois da escritura, o banco vai entregar-te a primeira tranche do crédito, para iniciares a construção da tua tão sonhada casa. Assim que a construção for avançando, o banco vai libertando mais tranches, até à conclusão da obra. Mas, antes de libertar estes montantes, a instituição bancária vai precisar fazer vistorias à obra, para se certificar que tudo está o correr bem e que o dinheiro está a ser realmente investido. Estas vistorias têm custos, que serás tu a suportar. Estes custos variam consoante o banco. Depois de construída a casa, é necessário requerer a licença de utilização na Câmara Municipal, para que tudo fique legal. Tendo a licença, estás livre para habitar finalmente a tua casa nova. A partir deste momento, o processo de crédito chegou ao fim e agora só precisas de te preocupar em pagar as prestações todos os meses. Quais os documentos necessários? Como viste, o processo de crédito para construção requer a apresentação de alguns documentos. Em primeiro lugar, o banco vai pedir-te documentos pessoais para poder analisar a tua taxa de esforço. (Podes saber mais sobre taxa de esforço aqui.) Estamos a falar de recibos de vencimento, extratos bancários, declarações de IRS, mapa de responsabilidades de crédito, entre outros documentos úteis para aferir a taxa de esforço. Se apresentares fiadores, vão pedir-te os mesmos documentos dessas pessoas. Relativamente ao imóvel, vais precisar de apresentar a caderneta predial do terreno, a licença de construção (ou o pedido de informação prévio casa ainda não tenhas licença), o orçamento para construção e o projeto de arquitetura. Se o terreno já é teu, podem ainda pedir-te a escritura de compra e venda ou doação do mesmo. Tendo em conta a instituição bancária que escolheres, pode ser necessário mais algum documento, pois cada banco tem as próprias regras internas de análise. Quais as principais vantagens? Agora que já sabes do que se trata este tipo de crédito e como se processa, vamos analisar as principais vantagens e desvantagens em relação ao tradicional crédito habitação. Comecemos pelas vantagens. Desde logo, uma das principais vantagens de construíres a tua própria casa, ao invés de comprar uma, é que tens mais liberdade de escolha. Podes escolher não só o tipo de casa que queres ter, o estilo, tamanho, acabamentos, etc., como também o local onde queres viver. Ao comprares uma casa pronta, não podes ter essa escolha. Outra vantagem, é que neste tipo de crédito existe a possibilidade de carência de capital. Significa que as primeiras prestações do crédito (normalmente durante a fase de construção) serão mais reduzidas. Neste período só estás a pagar juros, não vais amortizar capital. Isto pode ser positivo para conseguires juntar algum dinheiro nesta fase inicial. Em relação a impostos, também podemos afirmar que é mais vantajoso construir do que comprar casa. Uma vez que se trata de construção e não aquisição, não terás de pagar IMT. Vais pagar apenas IMT sobre a aquisição do terreno. Finalmente, outra vantagem poderá ser o custo. Sabemos que hoje em dia o mercado imobiliário está bastante inflacionado, e o preço das casas disponíveis está muito elevado. Se optares por construir a tua casa, provavelmente conseguirás poupar algum dinheiro. É claro que tudo depende do tipo de construção, fornecedores, etc. Mas, regra geral, compensa. Quais as principais desvantagens? Em primeiro lugar, a principal desvantagem de recorrer a crédito para construção, é a demora do processo. Como estás dependente

Cartão de crédito VS Crédito pessoal

CARTÃO DE CRÉDITO

Sabes qual a diferença entre um cartão de crédito e um crédito pessoal? Qual é o mais indicado para cada situação, e quais as vantagens e desvantagens de cada um? Se quiseres saber mais sobre este assunto, acompanha-nos neste artigo, onde vamos tentar elucidar-te sobre estes produtos financeiros. O que é um cartão de crédito? O cartão de crédito é um produto bancário, classificado pelo Banco de Portugal como um contrato de crédito ao consumidor. Com o cartão, podes efetuar pagamentos de bens e serviços e, por vezes, levantar dinheiro a crédito – é o que se chama adiantamento de numerário a crédito. Então, podemos dizer que o cartão de crédito é um meio de pagamento. O que é um crédito pessoal? O crédito pessoal é, da mesma forma, um contrato de crédito ao consumidor. Contudo, a sua finalidade é financiar a aquisição de bens de consumo, como por exemplo automóveis, móveis, projetos de educação ou saúde, ou mesmo viagens. No fundo, no crédito pessoal, a instituição financeira empresta-te uma quantia de dinheiro para um determinado fim. Com este contrato de crédito, ficas responsável pela restituição do montante do empréstimo, acrescido dos juros estipulados. Qual o mais indicado? Cartão de crédito ou crédito pessoal? Para saberes qual o produto mais vantajoso para a tua situação, precisas esclarecer qual é a finalidade do dinheiro. Se o que pretendes é um financiamento de baixo valor para fazer face a uma despesa pontual, então o mais indicado talvez seja o cartão de crédito. Vou dar-te um exemplo para que possas entender melhor. Imagina que o teu automóvel avariou de repente, e precisas de 500€ para o reparar. Neste momento, não tens essa liquidez disponível e precisas mesmo de reparar o carro para poderes deslocar-te. Como se trata de uma despesa pontual, ou seja, não prevês que precises de reparar o carro novamente num curto período de tempo, e é um valor relativamente baixo, podes usar um cartão de crédito para pagar essa despesa. Mais à frente vamos explicar-te como funcionam os pagamentos através do cartão. Agora, se o que pretendes é financiar um projeto ou uma compra com um valor significativo, provavelmente o mais indicado será pedires um crédito pessoal. Vamos pegar no mesmo exemplo do automóvel. Imagina que levas o carro à oficina, e o mecânico diz-te que o custo da reparação do mesmo é demasiado elevado, e que não te compensa repará-lo. Como precisas muito do automóvel para te deslocares, vais ter de comprar um novo. Mas, mais uma vez, não tens capital para essa compra neste momento. Então, a opção mais correta será pedires um crédito pessoal para financiares este novo carro. Vejamos então como funciona cada um. Como funcionam os pagamentos com cartão de crédito? Agora que já sabes o que é um cartão de crédito e quando podes utilizá-lo, vamos explicar-te como o podes fazer. Desde logo, importa referir que cada cartão de crédito tem um plafond. O plafond é o saldo, ou limite do cartão, e é estipulado pela respetiva financeira. Imagina que tens um cartão de crédito com plafond de 1.000€, significa que só podes utilizar 1.000€ para compras ou pagamentos. Assim que pagares os 1.000€, “recebes” o plafond de volta para utilizar. Ou seja, tudo o que gastares do plafond, terás de devolver. Normalmente, se pagares o valor utilizado na totalidade, no mês seguinte ao da utilização, não pagas juros. Contudo, isso vai variar de financeira para financeira. Quando optas por pagar o saldo utilizado em prestações, normalmente estás sujeito ao pagamento de juros. A taxa de juro também varia entre instituições. Por exemplo, imagina que utilizaste 500€ do cartão para pagares a reparação do teu veículo. Mas não consegues liquidar esse valor na totalidade no próximo mês e por isso optas por dividir o pagamento em 10 vezes. Embora o valor a restituir em cada mês seja de 50€ (500/10), vais pagar juros sobres esse valor, por isso vais pagar mais do que 50€. Essa diferença, é o lucro da financeira. Como funciona o crédito pessoal? Se estás a considerar pedir um crédito pessoal, é importante entenderes como funciona este produto. Em primeiro lugar, é importante referir que existem limites de crédito estipulados pelo Banco de Portugal. Segundo esta instituição, o crédito pessoal pode variar entre 200€ e 75.000€. No entanto, normalmente as financeiras só permitem pedir crédito pessoal a partir de 2.500€, e a maioria delas não vai até aos 75.000€, ficando-se pelos 50.000€, ou até 30.000€. Ou seja, cada instituição financeira tem as próprias regras de aprovação. Em relação ao prazo, o Banco de Portugal determina que o máximo são 84 meses, ou seja, 7 anos. Quando se trate de crédito automóvel, este prazo poderá ser estendido até aos 120 meses, ou seja, 10 anos. Regra geral, a prestação do crédito pessoal é fixa, o montante a pagar mensalmente em contrapartida do teu financiamento, será sempre o mesmo durante todo o período do contrato. Então, imagina que fazer um pedido de crédito pessoal no valor de 5.000€, a pagar em 84 meses. O valor a pagar será o mesmo durante os 84 meses. Com estes pagamentos estarás a amortizar o capital em dívida e a pagar juros à financeira. No final do contrato, não pagaste apenas os 5.000€ à financeira, pagaste mais devido aos juros. O valor, mais uma vez, dependerá da financeira. Cuidados a ter Por fim, vamos falar-te dos cuidados que dever ter com este tipo de produtos bancários. Se nos segues nas redes sociais, já sabes que a saúde financeira é um tema muito importante e que devemos tomar decisões inteligentes para vivermos da melhor forma possível. Infelizmente, cada vez é mais difícil fazer face às despesas normais do dia-a-dia, e torna-se necessário recorrer a crédito, quer seja cartão de crédito, quer seja crédito pessoal. Quando assim é, precisamos fazer as escolhas mais acertadas. Como intermediários de crédito vinculados pelo Banco de Portugal, podemos ajudar-te nessa escolha, podes deixar o teu pedido no nosso site, de forma totalmente

Taxa de juro: fixa, variável ou mista?

TAXA DE JURO

Se tens algum crédito ou estás a pensar em contratar, provavelmente já ouviste falar nas taxas de juro, que podem ser variáveis, mistas ou fixas. No entanto, para que tu possas entender a diferença entre elas, precisas primeiro entender este conceito de taxa de juro. O que são juros? No fundo, o juro é o preço do dinheiro. Imagina que contratas um crédito pessoal, o que tu vais pagar à instituição financeira em contrapartida do empréstimo, é o juro. Logo, é o preço do empréstimo. Da mesma forma, os bancos pagam-te juros em contrapartida de depósitos. Por exemplo, se constituis uma conta poupança, no final de um determinado prazo, o banco vai pagar-te juros sobre o dinheiro que tu depositaste. Ou seja, de certa forma, estás a emprestar dinheiro ao banco. O juro pode ser distinguido de várias formas, conforme o seu tipo. Desde logo, existem taxas de juro nominais e reais, taxas de juro simples e compostas, taxas fixas ou variáveis, etc. Neste artigo, vamos focar-nos nos juros dos créditos. Os juros dos créditos Como vimos anteriormente, os juros são o preço do dinheiro que o teu banco te empresta. É o lucro desta instituição financeira. Mas será que todos os créditos e produtos tem o mesmo preço? Não, as taxas de juros variam conforme o tipo de crédito que tu contratas. Ou seja, os juros que vais pagar por um crédito pessoal não são os mesmos que vais pagar por um crédito habitação, por exemplo. Geralmente, os juros que te são cobrados pelos créditos ao consumo (créditos pessoais, cartões de crédito, linhas de crédito, etc.) são mais elevados do que os juros cobrados pelos teus créditos hipotecários. Há duas taxas que tu provavelmente já ouviste falar: a TAN e a TAEG. Vejamos do que se trata: TAN significa taxa anual nominal. Esta taxa determina o montante da prestação que vais pagar pelo teu crédito. Ou seja, é a taxa a que serão cobrados os juros do teu empréstimo. TAEG significa taxa anual de encargos efetiva global. Esta taxa mede o custo total do teu crédito para ti, enquanto  consumidor. Para o cálculo da TAEG são considerados todos os custos associados ao teu crédito, como impostos e seguros por exemplo. No fundo, é uma medida de custo. Taxa fixa, variável ou mista Quando falamos em taxa fixa ou variável estamos a referir-nos à TAN. Normalmente, nos créditos ao consumo, como é o caso do crédito pessoal, a TAN é fixa. Nos créditos hipotecários é mais comum ouvirmos falar em taxa variável ou mista. A taxa fixa, tal como o próprio nome indica, mantém-se a mesma durante todo o período do crédito. Por exemplo, se contratares um crédito habitação com prazo de 30 anos, com uma taxa fixa de 4%, sabes que durante os 30 anos, a tua TAN será sempre de 4%. Já a taxa variável, varia conforme a Euribor e é atualizada num determinado período de tempo. Podes contratar taxa variável a 3, 6 ou 12 meses. A TAN, neste caso é a soma da Euribor com o Spread. Assim sendo, imagina que contrataste um crédito habitação com TAN variável a 6 meses. No momento em que o banco te concedeu o financiamento, a tua TAN foi calculada com base na Euribor que estava em vigor nesse dia. Passados 6 meses, a prestação será revista consoante a Euribor atual, e isso poderá refletir-se tanto num aumento como numa redução do valor da tua prestação mensal. Por fim, temos a taxa mista. Tal como o nome indica, esta taxa é um conjunto de taxa variável e taxa fixa. Existe um período inicial em que a TAN é fixa, e passado esse período passa a variável. O mais comum neste momento é de taxa mista entre 2 a 4 anos. A Euribor é a taxa de juro de referência do mercado monetário do euro e é determinada pelo Banco Central Europeu. Falamos mais sobre este tema neste artigo. Já o Spread é a componente da taxa que é determinada pelo banco e que, no fundo, se reflete no lucro do banco. Também podes saber mais sobre este tema aqui. Qual é a taxa de juro mais vantajosa? Esta é uma das questões que mais ouvimos diariamente, enquanto intermediários de crédito. No entanto, não há uma resposta certa para esta questão. A resposta é: depende. Depende daquilo que tu mais valorizas. Se pretendes mais estabilidade, e dás prioridade à segurança, então a taxa fixa poderá ser uma opção para ti. Com uma TAN fixa, sabes que a tua prestação mensal será exatamente a mesma durante todo o período do crédito. E isso é importante para conseguires ter uma estabilidade maior. Agora, se o que tu valorizas é poupança, então talvez devas ponderar uma taxa de juro variável. Isto porque a taxa variável é mais baixa do que a fixa, logo, consegues poupar algum dinheiro. Contudo, sabes que a cada 3, 6 ou 12 meses a tua prestação vai ser revista, e isso pode resultar num aumento, conforme a Euribor que estiver em vigor nessa altura. Há sempre um risco inerente. Finalmente, tens a opção da taxa mista. Esta opção tem sido bastante eleita pelos consumidores neste momento. Isto porque acaba por trazer a estabilidade da taxa fixa durante um período de tempo, normalmente entre 2 a 4 anos, e passado esse período é atualizada em conformidade com a Euribor. Neste momento existem boas opções no mercado para esta opção. Se tens crédito habitação a decorrer, talvez seja boa ideia analisares a tua situação atual porque podem existir melhores condições no mercado. Nós podemos ajudar-te com esta análise, de forma totalmente gratuita. Se tiveres interesse, podes deixar o teu pedido aqui. Nos últimos meses temos visto a Euribor subir desenfreadamente, tendo resultado num disparo absurdo das prestações dos créditos que foram contratados a taxa variável. É esperado que a Euribor reduza com o passar do tempo, por isso a opção de taxa mista pode ser uma boa opção. Falamos mais sobre

LTV

LTV

Está nos teus planos comprar casa com recurso a crédito habitação? Então com certeza já ouviste falar em LTV. Este é um dos termos com os quais vais ter de te familiarizar. Neste artigo vamos explicar-te o que é, como se calcula e qual a sua importância na aprovação do crédito. Acompanha-nos para saberes mais. O que é? Antes de mais nada, LTV é a sigla para Loan-to-Value. De uma forma muito resumida, podemos afirmar que se trata do rácio entre o valor do imóvel e o valor que o banco financia. Assim, é um indicador que os bancos utilizam para determinar o valor possível do teu financiamento. Contudo, o LTV é também chamado de “rácio financiamento garantia”. Isto porque o imóvel que vais comprar, servirá de garantia para o banco, no caso de entrares em incumprimento com o teu crédito. Agora, para melhor entenderes o conceito do LTV, precisamos primeiro debruçar-nos sobre o valor do imóvel. Como sabes, quando fazes um pedido de crédito habitação, a instituição bancária só financia uma parte do valor do imóvel (normalmente financiam 90%). O restante, terás de ser tu a assegurar com capitais próprios. Portanto, já vimos que o LTV é o rácio entre o valor do imóvel e o valor do crédito. Sabemos que o valor do imóvel a considerar poderá ser o valor da avaliação ou o valor de aquisição, consoante o que for menor entre os dois. O valor de aquisição é o que vais pagar ao vendedor, que ficará registado na escritura de compra e venda. Já o valor de avaliação é o que resultar da avaliação feita pelo perito nomeado pelo banco. São analisados um conjunto de critérios para determinar este valor, como o estado do imóvel, a zona envolvente, o mercado imobiliário na mesma área, entre outros fatores. Como se calcula? Desde logo, cada instituição bancária pode definir o LTV máximo para calcular o valor máximo de financiamento. Ora, segundo as regras do Banco de Portugal, o LTV não pode ser superior a 90% quando se trata de crédito habitação para aquisição ou construção de habitação própria e permanente, e 85% quando seja para aquisição de habitação secundária. Neste vídeo falamos um pouco mais sobre este tema. Assim, como vimos, o valor a considerar para este rácio é o menor entre o valor de aquisição e o valor da avaliação. Ora então, vamos supor que vais comprar uma casa por 175.000€, que foi avaliada pelo perito do banco em 200.000€. Assim, o rácio será calculado com base nos 175.000€, pois é o menor dos dois valores. A percentagem do LTV pode ser fixada livremente pelo banco. Então, imagina que este banco que aprovou o teu crédito habitação aplica um LTV de 90%. A conta é simples, 175.000€ x 90% = 157.500€. Ora, o teu banco vai financiar 157.500€. Os restantes 17.500€, terás de ser tu a pagar. Qual a importância do LTV no crédito habitação? Continuando, já vimos que o LTV é um parâmetro essencial para determinar o montante que o banco vai libertar de financiamento para comprares a tua casa. Ou seja, para os bancos, o LTV serve como uma forma de análise de risco da operação. Quanto maior for o LTV, maior é o risco do teu banco, porque o valor do teu crédito é elevado em relação ao valor do imóvel. Vamos pegar no mesmo exemplo para conseguires entender melhor. Imagina que acabaste por contratar o teu crédito habitação e o banco emprestou-te os 157.500€ para comprares a tua casa. Passados uns meses, deixas de cumprir com a obrigação de pagar as prestações, e o banco acaba por penhorar a tua casa. (Para saberes mais sobre garantias, podes ler este artigo do nosso blog). Em suma, esta casa é a garantia que o banco tem para reaver o dinheiro que tu deixaste de pagar. Ora, quanto maior for o valor da casa, em relação ao valor do empréstimo, menos risco confere ao banco. Assim, podemos afirmar que quanto menor o LTV, menor o risco suportado pelo banco. Que impacto tem a avaliação do imóvel? Já sabemos que o valor a considerar para o cálculo do LTV será o menor entre o valor de aquisição e o valor da avaliação. Imagina que vais comprar a casa por 175.000€. Se partirmos do princípio que este é o menor dos dois valores, o banco vai financiar 157.500€. Agora, imagina que o perito avaliador do banco avalia a tua casa em apenas 165.000€. Assim sendo, este será considerado o valor para cálculo da LTV. Logo, 165.000€ x 90% = 148.500€. Então, neste caso, terás de entrar com capitais próprios de 26.500€ (175.000€ – 148.500€). Assim sendo, como vês, a avaliação do imóvel é muito importante, porque pode causar uma redução do valor do teu financiamento. Por isso, quando escolheres a casa que vais comprar tenta perceber se a mesma tem potencial para ser avaliada num valor suficiente para conseguires aprovar o máximo de financiamento para o crédito habitação. Por fim, estás a pensar comprar casa? Então, podes deixar aqui o teu pedido para tentarmos ajudar.