ON Crédito

Garantia Pública no Crédito Habitação

GARANTIA P

Se, ultimamente, tens visto as notícias, provavelmente já ouviste falar nesta nova medida de apoio do governo. Destina-se a fazer face à crise da habitação que se vive em Portugal. Embora ainda não haja decreto-lei aprovado enunciando todos os detalhes destas medidas, já se fala no que vai mudar. Neste artigo, vamos falar-te um pouco da medida da garantia pública no empréstimo bancário para aquisição de habitação. Para quem será? À partida, poderão beneficiar desta medida, todos os jovens desde os 18 até aos 35 anos de idade. Se estás dentro desta idade, mas já tens casa em teu nome, então infelizmente não poderás tirar partido deste benefício. Apenas poderão ser abrangidos aqueles que vão comprar o seu primeiro imóvel. Em relação à casa escolhida, o que se prevê é que o valor do imóvel não poderá exceder os 450.000€. Já em respeito a rendimentos do agregado familiar, o que o governo estipulou é que só poderão beneficiar desta medida, os jovens que não ultrapassem o 8º escalão do IRS. O que é essa garantia? Agora que já sabemos quem poderá beneficiar desta medida, vamos explicar-te do que se trata ao certo. Se nos segues regularmente, provavelmente já nos ouviste dizer que os bancos só financiam, no máximo 90% do valor de aquisição do imóvel. Bem, era assim até agora. Com esta nova medida, vai ser possível financiar 100% do valor do imóvel. O governo vai conceder uma garantia pública para cobrir até 15% do preço da casa, de forma a que possas financiar a entrada. Ou seja, se te enquadras no perfil que definimos acima, vais conseguir comprar a tua tão sonhada casa, mesmo não tendo os capitais próprios para a entrada. Ora, estamos a falar de uma alteração muito importante e que vai trazer um impacto muito grande para as jovens famílias. Para que percebas melhor, neste momento, para comprares uma casa de 150.000€, tens de ter pelo menos 15.000€ guardados, para a entrada. Porque o banco só financia 135.000€. Com este novo benefício, não precisas de ter nada guardado, o banco vai financiar os 150.000€ na totalidade. Outros benefícios Finalmente, para além da garantia pública que já falamos, o governo prevê ainda a isenção de impostos na compra da primeira casa. Estamos a falar do IMT e do imposto de selo. Com esta isenção, para além de não precisares de ter os 10% de entrada, também não precisas de te preocupar com as despesas destes impostos. Voltemos a pegar no exemplo acima. Para comprares uma casa de 150.000€, neste momento terás uma despesa de 2.479,30€, sendo que 1.200€ dizem respeito a imposto de selo, e o restante ao IMT. Se esta medida entrar em vigor, não terás despesa nenhuma com estes impostos. Também está prevista a isenção dos custos de registo predial da nova casa, mas não há ainda muita informação disponível a esse respeito. Falamos um pouco mais deste tema, neste vídeo no nosso canal de Youtube. Então, de certeza que já conseguiste perceber o impacto que estas medidas poderão ter nas jovens famílias. Assim que o diploma entrar em vigor, serão muitos os jovens a recorrer ao financiamento a 100% para, dessa forma, conseguirem finalmente comprar a sua primeira casa. Se já tens crédito habitação, então esta medida não é para ti. Contudo, podemos ajudar-te a negociar as tuas atuais condições, e poupar algum dinheiro. Se tiveres interesse, podes deixar o teu pedido aqui. Não te esqueças de nos seguires nas redes sociais, para ficares a par de todas as novidades.

Seguro Multirriscos

SEGURO MULTIRRISCOS

Se tens casa ou estás a pensar comprar, provavelmente já ouviste falar no seguro multirriscos. Este é o seguro da casa. Mas será que sabes tudo sobre este produto? Vamos tentar explicar-te melhor neste artigo. Fica connosco. O que é? Então, o seguro multirriscos é o seguro da tua casa. É aquele que tu vais acionar se acontecer alguma coisa em casa, como um incêndio por exemplo. Designa-se multirriscos porque reúne um conjunto de coberturas muito diverso que pode proteger não só a habitação como também a família. Há várias coberturas que podes contratar, vamos falar delas adiante. O seguro multirriscos abrange o imóvel, ou seja, a construção em si. Podes ou não adicionar uma cobertura para o recheio. Isso dependerá da seguradora e do produto que escolheres, mas regra geral não está incluído. Quando falamos em recheio estamos a referir-nos a tudo o que está dentro da casa, como móveis, eletrodomésticos, equipamentos de informática, automóveis ou outros objetos de valor. Imagina que tens um multirriscos contratado, mas sem a opção do recheio. Se houver uma inundação que danifique os teus móveis, o seguro não vai cobrir esse estrago. Apenas está garantida a reparação do edifício. Se tens este seguro contratado e não sabes se tens cobertura para recheio ou apenas para o edifício, o melhor é dares uma vista de olhos à tua apólice. Coberturas comuns Desde logo, as coberturas deste seguro variam consoante o tipo de produto que escolheres e consoante a seguradora onde contratares. Vamos então falar-te das coberturas mais comuns. Incêndio, queda de raio e explosão; Tempestades e inundações; Aluimento de terras; Danos por água; Danos por calor; Riscos elétricos; Quebra de vidros; Fenómenos sísmicos; Responsabilidade civil familiar; Furto ou roubo Para além destas coberturas, há muitas outras que podes optar por contratar e que poderão ser úteis no teu caso. Tal como falamos, vai depender do produto e da companhia que escolheres. Se tens dúvidas sobre as coberturas que deves contratar, podes contactar-nos através dos contactos disponíveis neste site ou através das nossas redes sociais. Como mediadores de seguros, podemos ajudar-te. Como se determina o preço? Agora que já sabes do que se trata este tipo de seguro e quais as principais coberturas, vamos explicar-te como é que as seguradoras determinam o preço. Em primeiro lugar, o aspeto mais importante a considerar será o produto que escolheres. É claro que, quanto mais coberturas quiseres contratar, maior será o preço do seguro. Dentro deste aspeto, vale frisar que o preço varia consoante a franquia de cada cobertura. Falamos mais sobre franquias neste artigo. Depois, outro fator que influencia o preço do teu seguro, é o próprio imóvel. O montante a pagar à seguradora será diferente consoante o tipo de imóvel. Ou seja, se é uma moradia, ou um apartamento, se é isolado ou não, no caso do apartamento, se é no rés do chão ou no último piso, entre outros fatores. Isto acontece porque os riscos associados são diferentes em cada tipo de imóvel. O capital que contratas também determina o prémio do seguro. Quando contratas este tipo de produto tens de determinar qual é o capital que queres assegurar. Imagina, se contratas o multirriscos da tua casa com capital de 100.000€, o prémio será calculado com base neste valor. Significa que se acontecer alguma coisa à tua casa, como um incêndio por exemplo, a seguradora vai indemnizar-te no máximo 100.000€, mesmo que o valor da casa seja superior. Por fim, outro fator que influencia o prémio do multirriscos é o teu histórico enquanto cliente. Se já tens outros produtos contratados na companhia, podes ver uma alteração no prémio conforme o teu histórico de cliente. Obrigatoriedade Então, sou obrigado a contratar um seguro multirriscos para a minha casa? A resposta é depende. Regra geral, não há obrigatoriedade de contratar este tipo de produto, embora seja muito vantajoso e uma segurança que deves pensar em ter. Contudo, caso tenhas contratado crédito habitação, então o banco vai obrigar-te a ter o seguro multirriscos. É uma garantia para a instituição bancária que tem interesse em proteger a tua casa. Normalmente, os bancos exigem sempre a contratação da cobertura de fenómenos sísmicos. Apesar do banco obrigar a contratar este seguro, não tens de o fazer com a instituição bancária. Podes contratar em qualquer seguradora da tua preferência. Se tens o seguro no banco, talvez devas rever o teu processo, porque podes estar a perder muito dinheiro. Como intermediários de crédito vinculados ao Banco de Portugal, podemos ajudar-te nessa revisão, basta deixares o teu pedido aqui.

Crédito para construção

CONSTRUÇÃO

Sonhas em construir a tua própria casa? Sabemos que, tal como a aquisição de habitação, a construção da casa pode ser um dos maiores investimentos da tua vida. Por essa razão, é importante que estejas informado sobre todo o processo de crédito, para que possas tomar as decisões mais acertadas. O que é o crédito para construção? O crédito para construção, engloba-se no regime dos créditos habitação e pode destinar-se a construção de habitação própria permanente, secundária ou para arrendamento. Ou seja, no fundo, é um crédito habitação cuja finalidade é, ao invés da habitual aquisição do imóvel, a construção do mesmo. Regra geral, está sujeito às mesmas regras dos créditos para aquisição de habitação e por isso os prazos são os mesmos. Relativamente às taxas de juro, cada banco estipula as suas próprias regras. Tal como acontece no crédito habitação tradicional, não há possibilidade de financiamento a 100%. O montante máximo que o banco vai financiar será sempre de 90%, podendo variar consoante a instituição bancária que escolheres. Posso recorrer a crédito para construção, mesmo sem ter um terreno? A resposta é sim. Atualmente é possível contratar crédito para aquisição de terreno e construção. Contudo, a regra é a mesma, o banco só vai financiar 90% do valor do terreno e 90% do valor da construção. Por exemplo, imagina que pretendes comprar um terreno pelo preço de 50.000€, e o orçamento para construção da moradia é de 200.000€. Ora, o banco vai financiar no máximo 45.000€ para aquisição do terreno e 180.000€ para a construção. O restante valor, terás de ser tu a inteirar com capitais próprios. Ainda assim, é uma boa opção se o teu sonho é construir casa e não tens terreno. Como é o processo? Embora o crédito para construção seja semelhante ao tradicional crédito habitação, o processo é ligeiramente diferente. Desde logo, tens de escolher o teu terreno e este terreno tem de ter viabilidade para construção. Podes aferir a viabilidade para construção na Câmara Municipal da zona em que se encontra o terreno. Se já tens terreno, deves certificar-te que o mesmo tem viabilidade. Depois, tens de apresentar um orçamento detalhado para a construção. É sobre este orçamento que o banco te vai conceder o financiamento. Para além disso, deves fornecer toda a documentação necessária para análise do pedido por parte do banco. O crédito foi aprovado? Parabéns, podes dar seguimento ao processo. Estando aprovado, vais escriturar o crédito e a aquisição do terreno, se for o caso. Importa referir que esta escritura tem custos, e terás também de fazer face aos custos dos impostos associados. Depois da escritura, o banco vai entregar-te a primeira tranche do crédito, para iniciares a construção da tua tão sonhada casa. Assim que a construção for avançando, o banco vai libertando mais tranches, até à conclusão da obra. Mas, antes de libertar estes montantes, a instituição bancária vai precisar fazer vistorias à obra, para se certificar que tudo está o correr bem e que o dinheiro está a ser realmente investido. Estas vistorias têm custos, que serás tu a suportar. Estes custos variam consoante o banco. Depois de construída a casa, é necessário requerer a licença de utilização na Câmara Municipal, para que tudo fique legal. Tendo a licença, estás livre para habitar finalmente a tua casa nova. A partir deste momento, o processo de crédito chegou ao fim e agora só precisas de te preocupar em pagar as prestações todos os meses. Quais os documentos necessários? Como viste, o processo de crédito para construção requer a apresentação de alguns documentos. Em primeiro lugar, o banco vai pedir-te documentos pessoais para poder analisar a tua taxa de esforço. (Podes saber mais sobre taxa de esforço aqui.) Estamos a falar de recibos de vencimento, extratos bancários, declarações de IRS, mapa de responsabilidades de crédito, entre outros documentos úteis para aferir a taxa de esforço. Se apresentares fiadores, vão pedir-te os mesmos documentos dessas pessoas. Relativamente ao imóvel, vais precisar de apresentar a caderneta predial do terreno, a licença de construção (ou o pedido de informação prévio casa ainda não tenhas licença), o orçamento para construção e o projeto de arquitetura. Se o terreno já é teu, podem ainda pedir-te a escritura de compra e venda ou doação do mesmo. Tendo em conta a instituição bancária que escolheres, pode ser necessário mais algum documento, pois cada banco tem as próprias regras internas de análise. Quais as principais vantagens? Agora que já sabes do que se trata este tipo de crédito e como se processa, vamos analisar as principais vantagens e desvantagens em relação ao tradicional crédito habitação. Comecemos pelas vantagens. Desde logo, uma das principais vantagens de construíres a tua própria casa, ao invés de comprar uma, é que tens mais liberdade de escolha. Podes escolher não só o tipo de casa que queres ter, o estilo, tamanho, acabamentos, etc., como também o local onde queres viver. Ao comprares uma casa pronta, não podes ter essa escolha. Outra vantagem, é que neste tipo de crédito existe a possibilidade de carência de capital. Significa que as primeiras prestações do crédito (normalmente durante a fase de construção) serão mais reduzidas. Neste período só estás a pagar juros, não vais amortizar capital. Isto pode ser positivo para conseguires juntar algum dinheiro nesta fase inicial. Em relação a impostos, também podemos afirmar que é mais vantajoso construir do que comprar casa. Uma vez que se trata de construção e não aquisição, não terás de pagar IMT. Vais pagar apenas IMT sobre a aquisição do terreno. Finalmente, outra vantagem poderá ser o custo. Sabemos que hoje em dia o mercado imobiliário está bastante inflacionado, e o preço das casas disponíveis está muito elevado. Se optares por construir a tua casa, provavelmente conseguirás poupar algum dinheiro. É claro que tudo depende do tipo de construção, fornecedores, etc. Mas, regra geral, compensa. Quais as principais desvantagens? Em primeiro lugar, a principal desvantagem de recorrer a crédito para construção, é a demora do processo. Como estás dependente

Taxa de juro: fixa, variável ou mista?

TAXA DE JURO

Se tens algum crédito ou estás a pensar em contratar, provavelmente já ouviste falar nas taxas de juro, que podem ser variáveis, mistas ou fixas. No entanto, para que tu possas entender a diferença entre elas, precisas primeiro entender este conceito de taxa de juro. O que são juros? No fundo, o juro é o preço do dinheiro. Imagina que contratas um crédito pessoal, o que tu vais pagar à instituição financeira em contrapartida do empréstimo, é o juro. Logo, é o preço do empréstimo. Da mesma forma, os bancos pagam-te juros em contrapartida de depósitos. Por exemplo, se constituis uma conta poupança, no final de um determinado prazo, o banco vai pagar-te juros sobre o dinheiro que tu depositaste. Ou seja, de certa forma, estás a emprestar dinheiro ao banco. O juro pode ser distinguido de várias formas, conforme o seu tipo. Desde logo, existem taxas de juro nominais e reais, taxas de juro simples e compostas, taxas fixas ou variáveis, etc. Neste artigo, vamos focar-nos nos juros dos créditos. Os juros dos créditos Como vimos anteriormente, os juros são o preço do dinheiro que o teu banco te empresta. É o lucro desta instituição financeira. Mas será que todos os créditos e produtos tem o mesmo preço? Não, as taxas de juros variam conforme o tipo de crédito que tu contratas. Ou seja, os juros que vais pagar por um crédito pessoal não são os mesmos que vais pagar por um crédito habitação, por exemplo. Geralmente, os juros que te são cobrados pelos créditos ao consumo (créditos pessoais, cartões de crédito, linhas de crédito, etc.) são mais elevados do que os juros cobrados pelos teus créditos hipotecários. Há duas taxas que tu provavelmente já ouviste falar: a TAN e a TAEG. Vejamos do que se trata: TAN significa taxa anual nominal. Esta taxa determina o montante da prestação que vais pagar pelo teu crédito. Ou seja, é a taxa a que serão cobrados os juros do teu empréstimo. TAEG significa taxa anual de encargos efetiva global. Esta taxa mede o custo total do teu crédito para ti, enquanto  consumidor. Para o cálculo da TAEG são considerados todos os custos associados ao teu crédito, como impostos e seguros por exemplo. No fundo, é uma medida de custo. Taxa fixa, variável ou mista Quando falamos em taxa fixa ou variável estamos a referir-nos à TAN. Normalmente, nos créditos ao consumo, como é o caso do crédito pessoal, a TAN é fixa. Nos créditos hipotecários é mais comum ouvirmos falar em taxa variável ou mista. A taxa fixa, tal como o próprio nome indica, mantém-se a mesma durante todo o período do crédito. Por exemplo, se contratares um crédito habitação com prazo de 30 anos, com uma taxa fixa de 4%, sabes que durante os 30 anos, a tua TAN será sempre de 4%. Já a taxa variável, varia conforme a Euribor e é atualizada num determinado período de tempo. Podes contratar taxa variável a 3, 6 ou 12 meses. A TAN, neste caso é a soma da Euribor com o Spread. Assim sendo, imagina que contrataste um crédito habitação com TAN variável a 6 meses. No momento em que o banco te concedeu o financiamento, a tua TAN foi calculada com base na Euribor que estava em vigor nesse dia. Passados 6 meses, a prestação será revista consoante a Euribor atual, e isso poderá refletir-se tanto num aumento como numa redução do valor da tua prestação mensal. Por fim, temos a taxa mista. Tal como o nome indica, esta taxa é um conjunto de taxa variável e taxa fixa. Existe um período inicial em que a TAN é fixa, e passado esse período passa a variável. O mais comum neste momento é de taxa mista entre 2 a 4 anos. A Euribor é a taxa de juro de referência do mercado monetário do euro e é determinada pelo Banco Central Europeu. Falamos mais sobre este tema neste artigo. Já o Spread é a componente da taxa que é determinada pelo banco e que, no fundo, se reflete no lucro do banco. Também podes saber mais sobre este tema aqui. Qual é a taxa de juro mais vantajosa? Esta é uma das questões que mais ouvimos diariamente, enquanto intermediários de crédito. No entanto, não há uma resposta certa para esta questão. A resposta é: depende. Depende daquilo que tu mais valorizas. Se pretendes mais estabilidade, e dás prioridade à segurança, então a taxa fixa poderá ser uma opção para ti. Com uma TAN fixa, sabes que a tua prestação mensal será exatamente a mesma durante todo o período do crédito. E isso é importante para conseguires ter uma estabilidade maior. Agora, se o que tu valorizas é poupança, então talvez devas ponderar uma taxa de juro variável. Isto porque a taxa variável é mais baixa do que a fixa, logo, consegues poupar algum dinheiro. Contudo, sabes que a cada 3, 6 ou 12 meses a tua prestação vai ser revista, e isso pode resultar num aumento, conforme a Euribor que estiver em vigor nessa altura. Há sempre um risco inerente. Finalmente, tens a opção da taxa mista. Esta opção tem sido bastante eleita pelos consumidores neste momento. Isto porque acaba por trazer a estabilidade da taxa fixa durante um período de tempo, normalmente entre 2 a 4 anos, e passado esse período é atualizada em conformidade com a Euribor. Neste momento existem boas opções no mercado para esta opção. Se tens crédito habitação a decorrer, talvez seja boa ideia analisares a tua situação atual porque podem existir melhores condições no mercado. Nós podemos ajudar-te com esta análise, de forma totalmente gratuita. Se tiveres interesse, podes deixar o teu pedido aqui. Nos últimos meses temos visto a Euribor subir desenfreadamente, tendo resultado num disparo absurdo das prestações dos créditos que foram contratados a taxa variável. É esperado que a Euribor reduza com o passar do tempo, por isso a opção de taxa mista pode ser uma boa opção. Falamos mais sobre

Incumprimento

INCUMPRIMENTO

Se contrataste crédito, ou estás a pensar contratar, provavelmente já ouviste falar em incumprimento. Diariamente somos contactados por várias pessoas que precisam de esclarecimentos quanto a este problema. Se queres saber mais sobre este tema, acompanha-nos neste artigo. Incumprimento bancário, o que significa? Antes de mais nada, quando se fala em incumprimento, estamos a referir-nos a incumprimento de crédito registado no Banco de Portugal. Mas afinal o que é este incumprimento? Tal como o próprio nome indica, entras em incumprimento quando não cumpres com as tuas obrigações de pagamento das prestações perante o banco ou financeira onde tens o teu crédito. Por vezes, um atraso no pagamento da prestação já é o suficiente para que o teu banco comunique esta situação ao Banco de Portugal, e fiques com um registo de incumprimento. Então, queres verificar se estás em incumprimento? Basta acederes aqui e verificares o teu mapa de responsabilidades de crédito (CRC). Neste vídeo, explicamos como fazer, passo – a – passo. Agora, reparaste que estás e incumprimento e agora não sabes o que fazer? Deves fazer o possível para resolver esta situação o mais rápido possível. O que fazer se estás em incumprimento? Desde logo, o primeiro passo é descobrires o motivo que levou a este registo. Foi um atraso no pagamento? Será que ultrapassaste o limite do cartão de crédito e não deste conta? Será que não tinhas saldo suficiente para que a prestação fosse debitada corretamente? Se não encontras motivo aparente para que este registo conste no teu mapa de responsabilidades de crédito, sugerimos que contactes o teu banco ou instituição financeira e questiones. Por vezes, pode até tratar-se de um erro. Em seguida, o próximo passo é resolver esta situação. É uma divida pequena que consegues pagar sem grande esforço? Procede imediatamente ao pagamento e guarda um comprovativo. A dívida é maior do que esperavas e não tens meios de pagar no imediato? Contacta o banco ou financeira e pede ajuda para regularizar esta situação por meio de um acordo de pagamento. Contudo, se for um caso mais complexo, o teu banco pode iniciar um procedimento chamado PERSI. Procedimento Extrajudicial de Regularização de Situações de Incumprimento. Este processo obedece a regras próprias criadas pelo Banco de Portugal e visa facilitar a resolução do incumprimento. Porém, a desvantagem de utilizar esta medida, é que o registo fica no Banco de Portugal. E qualquer outro banco terá acesso a esta informação, que não é muito abonatória para futuras aprovações. Todavia, não conseguiste chegar a acordo com o banco? Podes tentar recorrer à RACE. Rede de Apoio ao Consumidor Endividado. Nesta rede encontras empresas que estão devidamente autorizadas pelo Banco de Portugal para tentar mediar estas situações. Pode procurar aqui uma empresa perto de ti. Conseguiste regularizar a situação? Ótima notícia. Contudo, não te admires caso o registo no Banco de Portugal permaneça. Isto porque o mapa de responsabilidades de crédito é atualizado apenas uma vez por mês. E dependendo da data em que regularizes o incumprimento, pode ser que o registo só fique atualizado no mês seguinte. Quando pedir ajuda? Acima de tudo, lembra-te que estas situações de incumprimento acabam por criar mau histórico junto dos vários bancos e instituições financeiras. É preciso que cuides devidamente das tuas finanças para garantires que nunca tenhas problemas no futuro. Nesse sentido, se estiveres a enfrentar dificuldades financeiras, procura ajuda o mais cedo possível. Podes recorrer aos nossos serviços de intermediação de crédito para reduzir as tuas prestações ou consolidar os teus créditos. Se precisares, podes deixar aqui o teu pedido. Além disso, se as dificuldades financeiras estiverem relacionadas com a perda de rendimento, seja por desemprego ou doença, verifica se tens algum seguro que possa cobrir essa situação. Por vezes fazemos seguros associados aos créditos e nem estamos inteirados das coberturas que temos. Já tivemos casos em que os clientes estavam a passar por necessidades desnecessariamente porque tinham um seguro que, em caso de baixa médica, ou desemprego, pagava a prestação mensal do crédito. Finalmente, se quiseres saber mais sobre este assunto, podes ver este vídeo no nosso canal de Youtube. Caso tenhas alguma questão, podes sempre entrar em contacto através dos contactos disponíveis neste site.

O Abecedário do crédito: S, T, U.

SPREAD

S – Spread Se tens crédito habitação ou pretendes contratar, de certeza que já ouviste falar em Spread. E o que é isso? No fundo, o spread é a taxa de juro que o banco cobra pelo teu crédito habitação. Ou seja, é a margem de lucro das instituições bancárias. A prestação do teu crédito é influenciada pelos juros. E os juros são a soma do Spread com a Euribor. (Falamos sobre a Euribor neste artigo.) Esta soma é a TAN. Então, quanto menor for o teu Spread, menos vais pagar pelo teu crédito. Como sabes, a Euribor não é negociável. Esta taxa é determinada pelo Banco Central Europeu. Mas o Spread sim, podes e deves negociar com o banco. Em suma, o Spread é um elemento muito importante a ter em conta no momento em que contratas o teu crédito. Contudo, não é só a isso que te deves atentar. Há outros fatores a considerar, se quiseres tomar uma decisão acertada. Falamos por exemplo dos seguros obrigatórios e dos produtos associados. Isto porque, muitas vezes, os bancos oferecem um spread reduzido, mas com a condição de contratares outros produtos no banco. E estas condições geralmente não são as mais favoráveis. Tens crédito habitação? Sabes qual é o spread contratado? Se tiveres spread superior a 0%, podes estar a perder dinheiro. Se este é o teu caso, podes tentar transferir o teu crédito e encontrar melhores propostas. Como intermediários de crédito vinculados, podemos ajudar-te neste processo, de forma totalmente gratuita. Se tiveres interesse, podes deixar aqui o teu pedido. T – TAEG Outra sigla que provavelmente já ouviste falar quando se fala em créditos é a TAEG. Ora, esta sigla significa Taxa Anual de Encargos Efetiva Global. Em suma, quanto menor for a TAEG, mais barato é o teu crédito. Esta taxa foi criada como forma de auxiliar na comparação de várias propostas de crédito. São consideradas todas as despesas do teu crédito, como prestação, seguros, juros, despesas bancárias, impostos e produtos associados. Contudo, deves ter cuidado quando analisas as propostas com base nesta taxa. Isto porque é muito fácil induzir-te em erro relativamente a alguns fatores. Por exemplo, imagina que tens uma proposta aprovada para crédito habitação. Negociaste esta proposta muito bem e conseguiste contratar os seguros fora do banco, por um preço muito menor. Quando o banco faz a FINE de aprovação, é obrigado a considerar o custo dos seguros para calcular a TAEG. Mas ele não sabe quais os valores dos seguros que tu vais contratar. Então, vai considerar os valores base praticados pelo banco. Ou seja, esta TAEG não é real, é presumida. Assim, quando quiseres comparar propostas, não te atentes apenas à TAEG. A melhor solução para evitar cair em erros é sempre recorrer a um intermediário de crédito. Nós negociamos as melhores propostas para ti, de forma totalmente gratuita. Não percas mais tempo e deixa aqui o teu pedido. U – Usufruto Vamos deixar um pouco as taxas de lado, e falar de outro assunto. Sabes o que é o usufruto? No fundo, é um direito real de gozo sobre uma coisa alheia. Por exemplo, o sujeito A tem a propriedade de uma casa, e o sujeito B tem o usufruto. Apesar da casa ser propriedade do A, quem tem o direito de gozar a casa é o B. O que normalmente acontece, é doação com reserva de usufruto. Imagina que os teus pais fazem uma doação da casa para ti. Mas reservam o usufruto para eles. Significa que, embora a casa seja tua propriedade, enquanto os teus pais forem vivos, tem o direito de habitar e usar o imóvel como entenderem. Assim, o usufruto é extinto com a morte do usufrutuário. Quando existe usufruto, é registado como ónus sobre o imóvel. Contudo, embora a situação mais comum seja efetivamente nas doações, existem excelentes negócios que são feitos através desta opção. Por exemplo, supõe que queres comprar uma casa a baixo custo. Por vezes consegues fazê-lo reservando o usufruto a favor do atual dono. Em suma, o proprietário vai ganhar uma quantia de dinheiro para viver o resto da vida, e quando este falecer, tu tens a propriedade plena do imóvel. No entanto, nestas situações, não é possível recorrer a crédito habitação. Isto porque os bancos não querem como garantia um imóvel que tenha um ónus registado. Mas, se tens possibilidade de comprar uma casa nestas condições, sem recorrer a financiamento, esta pode ser uma opção interessante para ti.

O Abecedário do crédito: P,Q,R

PRESTAÇÃO

P – Prestação Já todos nós ouvimos falar em prestação. Sobretudo nos últimos tempos em que em todos os noticiários se fala no aumento desenfreado das prestações do crédito habitação. Mas o que é isto? Ora, a prestação não é mais do que aquilo que tu pagas mensalmente ao teu banco, pelo teu crédito. Seja crédito habitação, crédito pessoal, crédito automóvel ou mesmo cartão de crédito, tens sempre a responsabilidade de pagar prestações. Antes de tudo, a prestação do teu crédito é composta por duas partes: uma delas diz respeito à amortização do capital em dívida (falamos deste assunto neste artigo) e outra diz respeito ao pagamento dos juros. Os juros são o lucro do banco, é aquilo que o banco ganha com o teu crédito. Também falamos sobre este assunto neste artigo. E este pagamento é sempre igual? Não. O montante que pagas de prestação pode variar. Sobretudo se estivermos a falar em crédito habitação e tiveres contratado taxa variável. Se assim for, o montante da tua prestação vai variar conforme a Euribor que estiver em vigor no momento da revisão. Se, por outro lado, contrataste o teu crédito no regime de taxa fixa, a tua prestação será a mesma desde o início até ao fim do contrato. Em conclusão, a prestação é o pagamento devido pelo teu crédito. Q – Quanto posso poupar Se nos acompanhas regularmente, provavelmente já sabes que ao recorreres a um intermediário de crédito podes encontrar uma forma de poupar com os teus créditos e seguros. Ora, esta poupança pode ser feita de várias formas e depende de cada caso. Por exemplo, se tens vários créditos pessoais dispersos por várias instituições financeiras, talvez consigas poupar se fizeres um crédito consolidado. Com esta solução, juntas todos os créditos num só. Tens interesse? Podes deixar aqui o teu pedido. Do mesmo modo, outro exemplo é o da transferência do crédito habitação. Sabias que podes mudar de banco quando tens crédito habitação? Ao transferir o crédito, podes conseguir melhorar as tuas condições atuais e até pedir um reforço de capital para liquidar outros financiamentos que tenhas. Se é o teu caso, podes deixar aqui o teu pedido para tentarmos ajudar. Se quiseres saber mais sobre este tema, também podes ver este vídeo no nosso canal de Youtube. Para além destas soluções, há outras opções que podes usar para conseguires poupar algum dinheiro ao final do mês. Assim, como intermediários de crédito vinculados, ajudamos-te a encontrar a melhor solução de forma totalmente gratuita. Se queres saber mais sobre o nosso trabalho, convidamos-te a ler este artigo. R – Refinanciamento Já ouviste falar em refinanciamento? No fundo, é aproveitar um crédito que já tens e negocia-lo de forma a conseguires mais dinheiro. Atualmente, o melhor exemplo desta solução é o crédito habitação. Quando contratas crédito habitação, a tua casa fica com um registo de hipoteca a favor do banco. Em outras palavras, é a garantia do banco, falamos sobre isto neste artigo. Imagina que tens crédito habitação há mais de dois anos, e agora queres comprar outro imóvel para investimento. Mas não tens capitais próprios para pagar os 20% de entrada deste segundo imóvel. Ainda assim, podes transferir o teu crédito habitação para outro banco e pedir um reforço de liquidez nesta operação de forma a conseguires o valor necessário para investir noutro imóvel. É certo que a tua casa fica sempre como garantia para o banco e é necessário que tenha valor de mercado suficiente para aprovar a operação. Também é necessário que tenhas capacidade para pagar os dois créditos, chama-se taxa de esforço. Se quiseres saber mais sobre isto podes ver este vídeo no nosso canal de Youtube. Se tens interesse, podes deixar aqui o teu pedido, temos todo o gosto em ajudar-te a alcançar os teus sonhos.

Seguro de Vida

De certo que já ouviste alguma vez falar em seguro de vida. Mas será que estás devidamente informado sobre este assunto? Há vários tipos de seguros de vida. Podemos falar no seguro de vida associado ao crédito, que regra geral, é obrigatório. Mas também podemos falar nos seguros de vida “livres” que não estão associados a nenhum tipo de crédito. Tal como o nome indica, o seguro de vida serve para garantir o pagamento de uma determinada quantia em caso de morte da pessoa segura. Mas também pode ter outras coberturas adicionais, como invalidez absoluta e definitiva ou invalidez temporária e permanente.  Obrigatoriedade do seguro de vida nos contratos de crédito Se tens algum crédito contratado, ou se estás a pensar contratar, provavelmente já te deparaste com a obrigatoriedade de contratar seguro de vida. Quer seja um crédito pessoal, quer seja um crédito habitação, as instituições financeiras normalmente exigem a contratação de um seguro de vida. Este seguro garante o pagamento do crédito em caso de falecimento do titular. Logo, é uma garantia para o crédito. Podes saber mais sobre garantias neste artigo deste blog. Regra geral, os bancos e instituições financeiras não permitem contratar crédito sem seguro de vida. E mesmo que permitam, não aconselhamos de todo que o faças. Na eventualidade do titular do crédito falecer, caso não exista seguro de vida associado, o pagamento do crédito será da responsabilidade dos herdeiros. Seguro de vida do crédito habitação: no banco ou fora? Já sabes que para contratares crédito habitação, vais ter de contratar um seguro de vida. Mas será que este seguro tem de ser contratado no banco onde vais fazer o crédito? A resposta é não. O banco não te pode obrigar a contratar o seguro lá. Podes sempre contratar numa seguradora independente.  E quais são as vantagens? Imagina que contrais um crédito habitação hoje no Banco X. Hoje, és uma pessoa 100% saudável e contratas o teu seguro de vida no Banco X, sem problema nenhum. Daqui a uns anos, estás insatisfeito com o Banco X e queres transferir o crédito habitação para o Banco Y. Mas, neste momento estás com um problema de saúde grave e as seguradoras não estão a aceitar o risco. Não consegues fazer o seguro de vida fora do Banco X e por isso não vais poder transferir o teu crédito para o Banco Y. Estás a entender a dimensão do problema? Imagina que, quando contrataste o crédito com o Banco X, tinhas contratado o seguro fora do banco. Agora não terias qualquer problema em transferir o crédito, porque podes sempre manter o seguro que já tinhas. A única coisa que precisavas de fazer seria alterar o credor hipotecário. Coberturas mais usuais Como já vimos, este seguro tem como principal cobertura a morte do segurado. Mas há muitas outras coberturas que podes incluir no teu seguro. É claro que as coberturas dependem de cada seguradora, pois cada uma tem os seus produtos próprios. Mas vamos falar de algumas que são mais comuns, para ficares um pouco mais informado sobre este tema. Cobertura de Morte: esta cobertura garante o pagamento do capital seguro, em caso de morte da pessoa segura. O capital do seguro depende daquilo que contrataste. Quando falamos em créditos, regra geral o capital é o valor em dívida do financiamento. Quando falamos em seguro de vida “livre”, o capital é o que contrataste no início. Cobertura de Invalidez Absoluta e Definitiva (IAD): Quando se fala em IAD, está-se a falar de uma limitação funcional permanente e sem possibilidade de melhoria, que impossibilite o segurado para o exercício de qualquer atividade remunerada, e que seja necessário assistência de uma terceira pessoa para atos normais da vida diária. Esta cobertura garante o pagamento do capital seguro, quando ocorra esta situação. Cobertura de Invalidez Total e Permanente (ITP): A ITP pode ser acionada quando cumulativamente, a pessoa segura reúna as seguintes condições: incapacidade completa e definitiva de exercer a sua profissão; tenha um grau de desvalorização definido de acordo com a Tabela Nacional de Incapacidades; e seja irreversível. Podes saber um pouco mais sobre este tema, neste vídeo no nosso canal de Youtube Estas são as coberturas mais usuais contratadas nos seguros de vida. Mas é claro que há outras e variam de seguradora para seguradora. Estás esclarecido quanto a este assunto? Caso precises de ajuda, podes sempre entrar em contacto connosco através dos contactos disponíveis no nosso site.  Se queres uma simulação para seguro de vida, pede-nos aqui.

Crédito Habitação: passo a passo

Estás a pensar comprar casa com recurso a crédito habitação? Então acompanha-nos neste artigo pois vamos falar-te sobre todo o processo em detalhe. Talvez até já tenhas ido ao teu banco para pedir financiamento para comprar uma casa. Mas, sabias que essa não é a melhor estratégia? Muitas vezes o teu banco não é o que te vai oferecer a melhor proposta porque, no fundo, não precisa de se esforçar para te ganhar como cliente. Tu já és cliente. Por isso, o melhor banco, não é necessariamente o teu. O melhor banco é aquele que te oferecer as melhores condições do mercado.  Além disso, se já tentaste pedir crédito diretamente no banco, deves saber que é um processo muito burocrático e que pode ser bastante demorado. A tua solução pode ser recorrer a um intermediário de crédito. Existem vários tipos de intermediários de crédito, como podes descobrir neste artigo do nosso blog. Podes deixar aqui o teu pedido para te ajudarmos em todo o processo. Somos profissionais especializados e o nosso serviço é totalmente gratuito. Tratamos de todo o processo, sem teres de perder o teu precioso tempo. Recolha de documentação A primeira fase de todo o processo é a preparação de toda a documentação necessária. Para podermos apresentar o teu pedido de crédito nas várias instituições financeiras, precisamos de apresentar vários documentos. Esta provavelmente será a fase em que terás mais trabalho, mas é muito importante. É através dos teus documentos que vamos poder analisar o teu pedido e enquadrá-lo da melhor forma e que vamos poder comprovar toda a informação junto dos bancos. Podes ver este vídeo no nosso canal do Youtube onde te explicamos qual é a documentação necessária para dar início ao teu processo. Análise por parte dos bancos Depois de recolhermos toda a documentação necessária, vamos preparar o teu processo. Nesta fase, vamos compor a defesa da tua proposta, para podermos exigir dos bancos as melhores condições do mercado. Nesta fase não tens de te preocupar com nada, nós fazemos todo o trabalho. Estaremos sempre disponíveis para acompanhar o processo e para te dar o ponto de situação, sempre que pedires. Até aqui, não tens nenhuma despesa com nenhum banco. As despesas bancárias apenas começam a surgir depois de decidires avançar com uma proposta. Apresentação de propostas Depois de submetermos o teu pedido nos bancos, passados alguns dias vamos começar a receber respostas. As instituições financeiras apresentam as suas melhores propostas e nós preparamos um mapa comparativo para te apresentar. Se acharmos que as propostas apresentadas não são tão vantajosas, tentamos negociar com os bancos melhores condições. Depois de termos tudo preparado, vamos apresentar-te as ofertas dos bancos. Nesta fase, vamos prestar-te toda a informação necessária para que possas perceber cada detalhe de cada proposta e para que consigas decidir qual é a melhor opção para ti. Abertura de conta e avaliação do imóvel Após analisares todas as propostas e decidires qual é a melhor opção para ti, é hora de avançar com o processo. Escolhido o banco, terás de proceder a abertura de conta junto do balcão e vamos pedir o agendamento da avaliação do imóvel. A avaliação é muito importante. Mesmo tendo conseguido aprovação para o financiamento, o montante do mesmo estará sempre condicionado ao valor do imóvel. A casa tem de ter valor suficiente para cobrir o valor do empréstimo. É o que se chama de LTV. Falamos mais sobre este tema neste vídeo no nosso canal do Youtube. A avaliação da casa é feita por uma entidade externa, a pedido do banco. O técnico avaliador vai visitar o imóvel que pretendes comprar, verificar as características do mesmo e tirar algumas fotos. Depois, vai fazer um relatório que é entregue ao banco. Este relatório, assim que pronto, também te é entregue, para que fiques a par das condições da casa que vais comprar. Cartas finais Posteriormente, tendo o relatório de avaliação e o mesmo sendo favorável para dar seguimento ao financiamento, o banco vai emitir as cartas finais de aprovação do crédito. No fundo, é a FINE final, onde constam todas as condições previamente aprovadas, e que tu já conheces. Estas cartas têm de ser assinadas por ti e pelo segundo titular, caso exista. Ao assinares estes documentos estás a assumir que aceitas as condições da FINE. Entregando as cartas assinadas ao banco, terás de esperar pelo menos 7 dias para poderes marcar a escritura. Isto porque existe um período de reflexão que é obrigatório respeitar. E esse período é de 7 dias. Preparação de escritura Enquanto aguardas que passem os 7 dias do período de reflexão, é hora de tratar dos documentos necessários para a escritura. Desde logo, vais precisar de tratar dos seguros. Há dois seguros obrigatórios: o seguro de vida e o seguro multirriscos da habitação. Pode acontecer que estas apólices sejam contratas no próprio banco. Se assim for, não tens de te preocupar com nada. Caso não seja o caso, deves procurar as melhores soluções para os teus seguros e contratares as apólices para estarem prontas no dia da escritura. Como mediadores de seguros, também te podemos ajudar nesta parte. Poderá ser necessário tratar de outros documentos, como o direito legal de preferência, o certificado energético ou os comprovativos de sinal. Este é o momento de fazer tudo isso. Mas não te preocupes, tens sempre o nosso apoio. Escritura Tendo todos os documentos prontos, é hora de concretizar a compre e venda e o mútuo. Esta concretização pode ser feita através de escritura pública (feita por notário) ou por Documento Particular Autenticado (DPA), feita por advogado ou solicitador. Vão estar presentes neste ato, além de ti que te apresentas como comprador, os vendedores da casa, um procurador do banco e representantes da imobiliária, caso seja o caso. No final, vai te ser entregue uma cópia do documento para que fiques com o arquivo. Depois de escriturares, a casa é finalmente tua. Mas não te esqueças que há ainda outros documentos que deves tratar! Podes ler este artigo onde explicamos quais são.